Cesar Greco/Ag. Palmeiras
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Retorno de Dudu muda o Palmeiras e coloca o time mais perto do Flamengo

Atacante volta para o clube depois de passar uma temporada no Catar e aumenta o status do time na temporada

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2021 | 05h00

Com a volta de Dudu ao Palmeiras, o time paulista começa a fazer sombra ao Flamengo, dono do melhor elenco disparado do futebol brasileiro, com excelentes jogadores em todas as posições e reservas que poderiam muito bem ser titulares, a exemplo de Pedro. Dudu muda o status do Palmeiras, que já era alto em comparação com os outros rivais do Paulistão Sicredi 2021, Libertadores e Campeonato Brasileiro, que começa no fim do mês.

Dudu ficou um ano fora do Brasil, ganhando a vida no Catar, país-sede da próxima Copa do Mundo, e agora volta para sua casa. Não há dúvidas de que ele vai fortalecer o elenco de Abel Ferreira, que não o conhece pessoalmente, mas já foi informado de suas proezas com a camisa do Palmeiras.

Por cinco anos, desde 2015, Dudu carregou o time nas costas. Era o jogador mais cobrado e também festejado.

Dudu saiu de fininho, mas deixou a porta semiaberta no clube. Desde o embarque para o Al Duhail, sempre disse que sua história no Palmeiras ainda não estava completa. Foi de caso pensado para ficar apenas uma temporada, se livrar de alguns problemas pessoais no País, reforçar a conta bancária e voltar. Se tramou isso, não se sabe. Mas foi exatamente o que ocorreu.

Saiu e voltou sem que a torcida esquecesse do seu nome e, principalmente, dos seus feitos com a camisa 7, que agora pertence a Rony, um dos principais jogadores do time desde então.

Dudu só voltou porque o clube do Catar não fez valer o seu direito de compra de 80% dos direitos federativos do atacante. Tinha de pagar R$ 40 milhões até as primeiras horas de ontem. Como não o fez, o Palmeiras anunciou em suas redes sociais o retorno do atleta. O presidente Maurício Galiotte chegou a dizer de forma bastante clara as opções na mesa. O Palmeiras estaria contente com as duas possibilidades: receber a grana ou ter Dudu de volta. O dirigente chegou a admitir que entre uma alternativa e outra, preferia o retorno do atacante, que fortaleceria o elenco numa temporada interessante.

Na cabeça dos cartolas do Palmeiras, ter um time forte e brigar por conquistas pode trazer muito mais retorno do que os R$ 40 milhões do time do Catar. O pensamento é corretíssimo. A premiação da Copa do Brasil, por exemplo, é o dobro desse valor. O time ainda tem no seu calendário o Paulistão, o Brasileirão e a Libertadores.

Mas a escalação de Dudu terá de esperar. O primeiro passo é saber das condições contratuais e de inscrição na CBF. Pode levar tempo. As três partes envolvidas precisam trabalhar em conjunto: time do Catar, Palmeiras e CBF. Isso se o atleta já tiver assinado a documentação da sua repatriação.

Há ainda uma preocupação com o condicionamento físico do jogador. Dudu não atuava em todas as partidas do Al Duhail. Ficou fora de algumas delas por determinação do treinador, que já deveria saber que não contaria com ele no segundo semestre deste ano. Trata-se de outro calendário e outros métodos de trabalho, e até de número de jogos por mês.

No Brasil, Dudu sabe que a maratona de partidas obriga o atleta a ter uma preparação física diferente. Dudu vai chegar e ser trabalhado para isso. Pode demorar até um mês para entrar em forma. Tem ainda o ritmo de jogo e sua adaptação ao esquema de Abel Ferreira, que já começou a pensar como vai usar o jogador.

Rony é o cara da direita atualmente. E deverá continuar sendo, embora ele também atue pela esquerda, mas sem tanta graça. Dudu já fez o mesmo. E traz do Catar a possibilidade de atuar pelo meio, mudando um pouco sua característica. É preciso ver se funciona. Em outras ocasiões, ele rendeu menos ali.

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