Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Retrospectiva 2018: Veja as 10 piores contratações no futebol brasileiro

Contratados como esperança de gols, os atacantes são maioria nesta lista que, claro, poderia ter mais gente

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2018 | 04h30

Janeiro e junho são sempre meses de esperança para os torcedores. Os clubes contratam reforços que deixam todos com esperança de dias melhores. Mas, muitas vezes, o sonho vira pesadelo. E 2018 não foi diferente, principalmente para os atacantes.  

Jonathas (Corinthians)

Contratado por empréstimo do Hannover, da Alemanha, no final do mês de junho, o atacante chegou para tentar resolver o problema da falta de gols do Corinthians. Mas não correspondeu. O jogador passou muito tempo no departamento médico, o que irritou comissão técnica e diretoria. Ele terminou o ano com apenas um gol em nove jogos.  

​Bryan Ruiz (Santos)

O costarriquenho foi contratado depois da Copa do Mundo da Rússia. Era para ser o camisa 10, o cérebro da equipe, mas não correspondeu. O meia virou até motivo de atrito entre o presidente José Carlos Peres e o técnico Cuca, que não gostou de o dirigente afirmar que ele estava atuando fora de posição. Foram 14 jogos e nenhum gol.

Tréllez (São Paulo)

Quinto reforço do São Paulo para 2018 e anunciado ao lado de Nenê, o colombiano, que custou R$ 6 milhões por 70% dos direitos econômicos, não demonstrou futebol para ser titular da equipe. Até fez alguns gols importantes no Campeonato Brasileiro, mas, no geral, não comprovou o investimento. Foram seis gols em 38 jogos.

Gustavo Scarpa (Palmeiras)

O imbróglio com o Fluminense na Justiça fez o meia entrar na lista. Contratado para dividir o fardo da armação com Lucas Lima, o jogador ficou mais tempo afastado por causa de liminares do que em campo. No fim, o Palmeiras teve de pagar R$ 6,7 milhões para ficar com o atleta. Foram 22 jogos e quatro gols. 

Henrique Dourado (Flamengo)

O investimento de R$ 11,5 milhões não deu retorno. O atacante não repetiu o desempenho do Fluminense no arquirrival. Não à toa, o clube se reforçou com Uribe para ocupar o lugar de Henrique Dourado, que amargou o banco durante boa parte da temporada. Ao todo, o jogador disputou 40 jogos e marcou 12 gols.  

Guerrero (Internacional)

O prejuízo não foi financeiro, mas esportivo. O Internacional arriscou ao contratar o peruano que estava suspenso por doping. Acertou um salário robusto, cerca de R$ 800 mil mensais, e tinha esperança de que ele poderia ajudar na luta pelo título do Campeonato Brasileiro. O atacante não conseguiu se livrar do gancho e não entrou em campo.  

Bruno Silva (Cruzeiro)

Em um negócio de R$ 5 milhões, o volante chegou ao clube após uma excelente temporada pelo Botafogo e tinha tudo para virar titular com o técnico Mano Menezes. O jogador, no entanto, não repetiu o bom desempenho no Cruzeiro. Foram 33 jogos e dois gols. Apesar de ter contrato até 2020, ele deve deixar o clube em 2019.

Marinho (Grêmio)

Contratado por quase R$ 10 milhões, o atacante, que estava no Changchun Yatai, da China, chegou em junho em um acordo até 2021. O jogador, que teve uma ótima temporada no Vitória antes de ir para o futebol chinês, não conseguiu aproveitar as chances que teve quando Renato Gaúcho poupou os titulares. Foram 15 jogos e um único gol. 

Kayke (Fluminense)

O atacante foi contratado como um substituto para o artilheiro Pedro. A diretoria do Fluminense estava preocupada em perder o titular para o futebol europeu, mas uma lesão afastou o jogador. Kayke teve algumas chances, mas não correspondeu e perdeu espaço em uma equipe que pouco marcava gols. Foram nove jogos e nenhuma bola na rede. 

Denilson (Atlético-MG)

Contratado para ser reserva imediato de Ricardo Oliveira e uma aposta para o futuro, afinal tem apenas 22 anos e assinou por cinco temporadas, o atacante, que estava no Vitória e pertencia ao Granada, da Espanha, foi uma decepção após um investimento de R$ 1,3 milhão. Foram oito jogos e nenhum gol. Deve ir embora em 2019. 

 

 

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