Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Retrospecto e cautela viram armas do Palmeiras para não deixar o título escapar

Alviverde tenta não se empolgar com vantagem para o Flamengo

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

23 Outubro 2016 | 20h44

Seis pontos de vantagem para o vice-líder Flamengo, restando seis rodadas para acabar o Campeonato Brasileiro, e com um aproveitamento no segundo turno comparável ao desempenho de grandes clubes da Europa. Esses são alguns dos motivos que fazem o Palmeiras ser o favorito ao título, mas o ensaiado discurso entre jogadores e comissão técnica é diferente. Pés no chão e respeito ao Flamengo fazem parte da cartilha dos comandados pelo técnico Cuca.

"Eu reuni o grupo lá dentro para conversar sobre essa vantagem. Que a gente não se preocupe com isso hoje. Não ganhamos nada e tem muita água para rolar, por isso, cada jogo tem que ser tratado como foi esse, com sentimento de decisão", disse o técnico Cuca.

O desempenho do Palmeiras no segundo turno e a invencibilidade de 15 jogos, fazem com que a chance do time perder o gás, como aconteceu em 2009, pareça algo cada vez mais difícil de acontecer. "Nesse segundo turno, temos um aproveitamento absurdo, quase 80% de aproveitamento. Nós conseguimos 34 pontos nesse segundo turno, é muita coisa. Isso acontece lá com o Real Madrid, com o Barcelona, com o Bayern, com a Juventus", comparou o treinador.

Apesar do discurso, o grande desafio de Cuca passa a ser conseguir fazer com que os jogadores realmente não se deixem levar pelo clima de "já ganhou" que está entre os torcedores. "Conseguimos abrir dois jogos ou três de diferença, dependendo do saldo de gols, mas é ter tranquilidade e manter o foco, deixa a euforia para o torcedor", destacou Jean.

Além de capacidade, a sorte também estava do lado do Palmeiras ontem, como Cuca admitiu. Mesmo sem o treinador utilizar seu amuleto. Desde que iniciou a sequência invicta, ele tem usado uma calça cor de vinho. Ontem, a roupa era azul. "Muito engraçado a Turma do Amendoim ali. O cara falou: 'Pô, além de não vir com a calça vinho ainda bota o Allione?' Ele deve estar feliz agora. Choveu em São Paulo, faltou luz e não deu para lavar a calça. Semana que vem a gente leva ela", prometeu.

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