Returno pode determinar queda da Ponte

Disputar o Campeonato Brasileiro com turno e returno parece não ter feito bem para a Ponte Preta. Ao final da primeira metade da competição, o time campineiro dava mostras de que era um forte candidato a brigar por uma vaga na Copa Sul-Americana, pois ocupava o 11º lugar, com 33 pontos. Mas bastou começar o segundo turno para uma avalanche de maus resultados desabarem sobre o estádio Moisés Lucarelli. Contabilizando apenas as 21 rodadas do returno, a Ponte é disparado o pior time da competição. Com apenas 13 pontos, está sete atrás do Criciúma, penúltimo colocado do segundo turno. Para piorar a situação, os concorrentes diretos da Ponte na luta contra o rebaixamento estão fazendo campanhas superiores no segundo turno. O melhor é o Paysandu, que está na 15ª posição, com 26 pontos. O Juventude é o 16º com 25, seguido por Fortaleza (25), Vasco (24), Grêmio (24) e Fluminense (24). Quem mais se aproxima dos pontepretanos é o Bahia (22º com 21). Com a decadência, a Ponte conquistou apenas duas vitórias no returno, ambas longe do Majestoso. A primeira aconteceu contra o Paraná (4 a 1), na Vila Belmiro, enquanto a segunda foi no dérbi contra Guarani (3 a 1), no Brinco de Ouro. Essa escassez de triunfos faz a Ponte amargar dois tabus: 144 dias sem vencer em casa e oito jogos sem vitórias. Para escapar do rebaixamento, a equipe alvinegra terá que vencer seus últimos dois adversários - Flamengo (fora) e Fortaleza (casa) - e ainda torcer por tropeços de Grêmio ou Bahia, tendo em vista que é a lanterna, com 46 pontos. O próximo jogo será no Maracanã, local onde a Ponte nunca conquistou uma vitória. Para essa partida, o técnico Abel Braga não poderá contar com o zagueiro Gerson, suspenso pelo terceiro amarelo. Em seu lugar entra o jovem Rafael Santos, de 19 anos. Em compensação, o lateral-direito Marquinhos retorna de suspensão no lugar de Carlos Alexandre.

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