Reunião atrasa vistoria da Fifa na Arena da Baixada

O estádio corre o risco de ser excluído da lista de sedes da Copa do Mundo

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2014 | 13h01

CURITIBA - Uma reunião na manhã desta terça-feira, entre a Fifa, o Atlético-PR, o governo do Paraná e a prefeitura de Curitiba, demorou mais do que o esperado, provocando atraso na vistoria das obras da Arena da Baixada. O estádio corre o risco de ser excluído da lista de sedes da Copa do Mundo, o que promete ser definido pela entidade durante esta tarde.

A vistoria desta terça-feira é fundamental para a Fifa avaliar o avanço nas obras do estádio e definir se Curitiba será mantida na Copa. O clima é de otimismo na capital paranaense, por causa da evolução conseguida na reforma desde que a Arena da Baixada recebeu um ultimato no mês passado.

A reunião antes da vistoria no estádio serviria para dar garantias financeiras de que a obra será executada até o fim e dentro do prazo para receber jogos da Copa a partir do dia 16 de junho. Os participantes do encontro não revelaram o que foi discutido, mas a conversa, prevista para durar cerca de 30 minutos, se estendeu por 1 hora e 30 minutos.

O governo do Paraná já pediu um novo financiamento ao BNDES para ter os R$ 65 milhões necessários para a conclusão da obra, e mostra confiança de que irá conseguir solucionar a questão. Sem esse dinheiro, o Atlético-PR alerta que seria capaz de manter a reforma somente até o final de fevereiro.

Depois da reunião na prefeitura de Curitiba, os representantes da Fifa foram direto para a Arena da Baixada - Charles Botta, Roberto Siviero e Carlos de la Corte são os responsáveis por fazer a vistoria e passar um relatório para o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, que estará nesta terça-feira em Florianópolis.

Durante a vistoria, o acesso da imprensa ao estádio foi vetado. E até mesmo alguns operários da obra, que tinham saído para almoçar, ficaram do lado de fora quando voltaram para trabalhar, já que os portões da Arena da Baixada foram fechados.

Foi o caso do servente Ezequiel Rodrigo Pereira, um dos cerca de 30 operários que ficaram do lado de fora do estádio quando voltaram do almoço e a vistoria da Fifa já tinha começado. Contratado há 1 semana, justamente para acelerar a reforma da Arena da Baixada, ele contou que o trabalho tem sido intenso para deixar tudo pronto para a Copa do Mundo.

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