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Reunião discute a criação da Liga

O encontro entre dirigentes do futebol brasileiro que pretende determinar o modelo da Liga Nacional de Clubes começou na tarde desta sexta-feira, em Belo Horizonte, sem grandes novidades. A Comissão de Formatação reuniu-se em um hotel na capital mineira e apenas repetiu o discurso já conhecido, além de propagar que a criação tem de sair até o mês que vem - pois do contrário será muito difícil que a competição substitua o Campeonato Brasileiro em 2002.Os trabalhos, que prosseguem neste sábado e podem se estender até domingo, foram abertos hoje, durante almoço, pelo ministro do Esporte, Carlos Melles. Em seguida, o ministro deixou os representantes de Atlético-MG, Atlético-PR, São Paulo, Flamengo, Coritiba, Goiás e Grêmio, integrantes da comissão, discutindo sobre a minuta de um estatuto para a Liga.Após a definição desse documento, que será a base de regulamentação da Liga, uma votação em assembléia acontecerá para a aprovação do Clube dos 13. Na seqüência, uma empresa especializada vai ser contratada, provavelmente por meio de licitação, para finalmente dar molde à disputa."Todos que querem a organização do futebol no Brasil estão nos apoiando, estão envolvidos nessa mudança. A adesão em torno desse objetivo é enorme. Isso indica que estamos no caminho certo", afirmou o ministro Melles, que também reforçou o que vem defendendo nos últimos meses: a necessidade de melhorar a credibilidade do esporte.E esse foi, inclusive, um dos motivos de sua ida a Belo Horizonte. Na prática, a presença do ministro confirma o respaldo - e a atenção - que o Governo vem dando à proposta. "Precisamos colocar de vez a transparência nesse meio. É fundamental organizar as coisas de maneira correta e bastante clara", declarou.Carlos Melles ainda comentou a urgência de se determinar um calendário justo e definido para que "o torcedor não sofra com constantes modificações." Nesse ponto, até citou um número. Segundo o ministro, a atual média de público tem superado as dos últimos anos. "É um reflexo do que estamos executando. Esse Brasileiro é uma espécie de molde da Liga." E citou a tendência de que 28 equipes façam parte da disputa.Sobre a minuta de decreto enviada pelo Ministério do Esporte para regulamentar o artigo 20 da Lei Pelé, Carlos Melles afirmou que espera a sanção o mais logo possível. As informações são de que a Casa Civil aprovou o texto, faltando somente a assinatura do presidente Fernando Henrique Cardoso.Alexandre Kalil, presidente do conselho deliberativo do Atlético Mineiro e voz ativa nas discussões a respeito da Liga, não abriu mão de polêmica. Para o dirigente, antes do estatuto deve-se pensar no modelo da competição. "O estatuto é uma questão estritamente jurídica", arriscou.Mas Kalil assegurou que existe um consenso na Comissão de Formatação, "que existe um sentimento comum no sentido de solucionar as pendências. É um momento histórico. Se alguém não perceber isso, vá me desculpar...", destacou. E a pressa, de acordo com ele, não deve ser empecilho. "Nós todos estamos conscientes de que é necessário urgência, porém afastando os erros. Diante disso, vamos fazer o melhor que pudermos, sem permitir que o ditado (pressa é inimiga da perfeição) atrapalhe esse processo", salientou o presidente do conselho atleticano.

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