Reunião fechada sobre Neymar gera revolta no Santos

A reunião do Conselho Deliberativo que tratou dos valores referentes à venda de Neymar ao Barcelona, na noite desta terça-feira, na Vila Belmiro, gerou polêmica por ter sido realizada em uma assembleia sem a presença da imprensa e dos sócios, diferentemente do que historicamente sempre aconteceu no clube.

SANCHES FILHO, Agência Estado

19 de junho de 2013 | 11h29

Antes do início da assembleia, o presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Schiff, colocou em votação se seria possível a presença de jornalistas e sócios. E foi definido que a reunião ocorreria só com os conselheiros, sendo que, na véspera, todos os funcionários do clube, inclusive os de alto escalão, foram informados de que não poderiam participam da assembleia.

Cerca de 260 dos aproximadamente 300 conselheiros do Santos estiveram presentes e se prontificaram a cumprir um pacto de confidencialidade sobre os assuntos tratados na assembleia, que provocou reações das mais diversas. Sócios que foram até o local reclamaram do fato de que o estatuto do clube permite a presença dos mesmos nas reuniões do Conselho Deliberativo. Os jornalistas que foram até a Vila Belmiro, por sua vez, ficaram colocados em uma sala sem contato com os conselheiros que chegavam para a reunião.

Na saída da reunião, um conselheiro chamado Renato Azevedo estendeu uma faixa com a frase: "Membros do Comitê Gestor... renunciem", em um sinal claro do momento conturbado vivido pelo Santos.

Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, presidente licenciado do Santos por razões de saúde, compareceu na Vila Belmiro na noite desta terça, mas, muito debilitado, falou apenas por alguns minutos e se retirou, explicando que esteve entre a vida e a morte durante este período em que precisou se afastar do comando do clube.

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