Revelação do Bayern de Munique, Green escolhe defender seleção dos EUA

Filho de pai norte-americano, ele nasceu na Flórida, mas foi criado na Alemanha, terra de sua mãe

AE, Agência Estado

18 de março de 2014 | 22h17

Não são só clubes que acertam contratações. Seleções também fazem isso, ainda mais na véspera de uma Copa do Mundo. Nesta terça-feira os Estados Unidos anunciaram que o atacante Julian Green, revelação do Bayern de Munique, escolheu defender a seleção norte-americana e pode ser convocado para a Copa do Mundo.

Green, de 18 anos, filho de pai norte-americano, nasceu em Tampa, na Flórida. Mas ele foi criado na Alemanha, terra da sua mãe. As primeiras participações em torneios internacionais foi pelas categorias de base da Alemanha, mas recentemente ele esteve com a seleção sub-18 dos Estados Unidos.

"Obviamente essa foi uma grande decisão, e eu gastei muito tempo discutindo isso com minha família. Nasci na Florida e meu pai ainda mora lá, então tenho raízes profundas nos Estados Unidos. Estou muito orgulhoso de representar os EUA", comentou Green.

Como jogou as Eliminatórias da Eurocopa sub-19 pela Alemanha, a Fifa entende que ele é jogador alemão. Mas, por não ter disputado torneios oficiais pela seleção adulta, Green ainda pode mudar de cidadania esportiva, bastando um pedido dele e da federação norte-americana (U.S. Soccer).

"Estamos absolutamente maravilhados que Julian escolheu fazer parte da seleção norte-americana. Ele é um talento muito especial. Queríamos que ele se sentisse confortável com nosso programa e ouvisse seu coração ao tomar a decisão. Eu pessoalmente quero agradecer ao Kalle Rummenigge e a todos no Bayern pelo suporte nesse processo. Ele é um jogador com um futuro tremendamente brilhante", elogiou o alemão Jurgen Klinsmann, que comanda a seleção norte-americana.

O treinador trabalhou com Green rapidamente, por dois dias, antes do amistoso contra a Ucrânia, realizado no começo do mês em Frankfurt. "Todos os jogadores foram super legais comigo e me receberam muito bem. O Clint Dempsey me deu uma jaqueta com meu nome e a forma como eles me apoiaram me deu muita segurança. O treinador mostrou muita confiança em mim e agora vou o dar o máximo de mim para estar na Copa."

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