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Revelações das categorias de base começam a perder espaço no Santos

Apenas três jovens são titulares atuais da equipe, enquanto oito eram no início da temporada

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2014 | 04h59

SANTOS - A recuperação de jogadores experientes e as chegadas de reforços têm feito o Santos deixar um pouco de lado a fama de ser o time dos 'Meninos da Vila'. Apesar da tradição do clube em revelar jovens talentos, os garotos estão perdendo espaço. Na última rodada do Campeonato Paulista, por exemplo, apenas três prata-da-casa foram titulares. Já na estreia, esse número era de oito.

No empate sem gols com o São Paulo, no último domingo, no Morumbi, representaram a base santista Gustavo Henrique na zaga, Alan Santos no meio e Geuvânio no ataque. Entretanto, da estreia na competição, diante do XV de Piracicaba, na Vila Belmiro, outros cinco jovens perderam espaço e foram para a reserva desde: Jubal, Émerson Palmieri, Leandrinho, Alan Cittadini e Gabriel.

Para as próximas rodadas, a tendência é que apenas Gustavo Henrique, de 20 anos, continue como titular, pelo menos até o capitão Edu Dracena retornar da cirurgia no joelho. Alan Santos corre o risco de perder o lugar no time para Lucas Lima e Rildo já é ameaça real para o garoto Geuvânio.

"O ideal é um time equilibrado, com a mescla de meninos com jogadores experientes", disse o treinador Oswaldo de Oliveira no começo do Estadual, quando já era tida como certa a perda de Montillo (confirmou-se a venda do meia argentino ao futebol chinês), enquanto Cícero pedia aumento salarial e ameaçava ir embora, e Leandro Damião não podia estrear em razão de questões contratuais.

Agora toda a situação começa a se inverter. Como Arouca e Cícero são titulares absolutos, resta apenas uma vaga no meio, que deve ficar para Lucas Lima, reforço trazido por R$ 5 milhões pelo fundo de investimento inglês Doyen Sports. E no ataque, serão Leandro Damião e Thiago Ribeiro e mais um, que tem sido Geuvânio, mas no futuro poderá ser Rildo. O jogador ex-Ponte Preta tem entrado bem no time nos minutos finais. No clássico, substituiu Geuvânio aos 23 do segundo tempo, levou o time para frente e por pouco não se consagrou, ao participar dos dois lances mais polêmicos do jogo.

Gabriel passou a ser reserva no seu melhor momento, depois de marcar um gol de cabeça e ser um dos destaques da equipe na goleada por 5 a 1 contra o Corinthians, além de ter feito mais dois gols nos 5 a 1 em cima do Botafogo. Mas foi para o banco para dar lugar a Leandro Damião, que custou R$ 42 milhões, na maior negociação da história entre clubes brasileiros. De novo xodó da torcida, Gabigol passou a ser opção para os minutos finais dos jogos e tem entrado fora da posição em que estava indo bem, de atacante de área centralizado.

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