Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Revista acusa presidente do Corinthians de fraude. Dirigente nega

Roberto de Andrade teria assinado ata de reunião antes de ganhar a eleição

O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2016 | 20h12

Uma reportagem da Revista Época nesta sexta-feira acusa o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, de ter fraudado uma ata da reunião do clube, que dentre outros temas, votou possíveis benefícios para a construtora Odebrecht. O dirigente nega a irregularidade.

Segunda a revista, a reunião ocorreu no dia 5 de fevereiro de 2015, dois dias antes de Roberto de Andrade ser eleito presidente do clube. Mario Gobbi era quem estava no comando do clube. Durante a reunião, uma das decisões tomadas foi dar um prazo maior para a conclusão das obras e também garantia que a construtora não devia mais nenhum valor à Arena Corinthians.

A reunião definiu ainda que a BRL Trust, empresa que comanda o fundo de investimento imobiliário que administra a Arena Corinthians, pudesse alterar os contratos sobre o financiamento da construção com a caixa, através de aditivos. 

Em nota oficial, o presidente do Corinthians negou a irregularidade. Leia a nota: 

O presidente Roberto de Andrade Souza vem a público esclarecer que jamais fraudou qualquer documento, seja em relação ao Corinthians, seja em sua vida pessoal ou profissional. A ata mencionada na matéria da Revista Época se refere a uma assembleia do Arena FII realizada na sexta-feira, dia 05/02/15. A eleição do Presidente Roberto ocorreu em 07/02/15. Quando a ata foi lavrada, o Presidente Roberto já se encontrava no exercício de seu mandato. Os temas objeto da ata já haviam sido previamente alinhados entre as partes, de modo que sequer houve reunião presencial, como é comum nesses casos. A ata foi elaborada pela BRL Trust, administradora do Fundo, e posteriormente encaminhada para assinatura do Corinthians e da Odebrecht.

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