Revolta marca enterro de ponte-pretano

Um clima de revolta marcou o enterro do torcedor ponte-pretano Anderson Ferreira Tomás, de 26 anos, morto por são-paulinos na manhã de segunda-feira próximo ao Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Ele pertencia à Torcida Jovem da Ponte, foi espancado por um grupo de 15 são-paulinos e morreu ao dar entrada no hospital com traumatismo crânio-encefálico. O enterro, realizado no cemitério dos Amarais, em Campinas, foi acompanhado por aproximadamente 400 pessoas, a maioria ligada às torcidas organizadas da Ponte. Os torcedores não quiseram falar sobre o assunto, mas deixam no ar a possibilidade de vingança. Nesta quarta, Ponte e São Paulo se enfrentam em Campinas, no jogo remarcado pelo STJD por estar sob suspeita de manipulação.A briga começou próximo ao estádio, onde estavam sendo distribuídos os ingressos para a torcida visitante. Segundo relatos de testemunhas à polícia, o ponte-pretano sofreu muitas escoriações no corpo e, principalmente, na cabeça. De acordo com depoimentos, ele recebeu muitos golpes de paus e ferro, ficando estendido ao lado da calçada com intenso sangramento.O técnico da Ponte, Estevam Soares, participou do enterro e disse que a vitória sobre o São Paulo seria uma boa homenagem ao torcedor assassinado. Já a Torcida Jovem prometeu fazer sua homenagem a Anderson Tomás, que era integrante da organizada.Até o início da noite desta terça-feira, a polícia ainda não havia localizado o presidente da Torcida Independente de Campinas, o são-paulino Marcos Paulo de Moraes, conhecido como Fofo, acusado de ter participado do assassinato. Por fotografia, testemunhas o reconheceram como um dos agressores. Mas, na segunda-feira mesmo, a polícia prendeu outros dois acusados do assassinato: Rubens Gomes de Melo, de 25 anos, e Antônio Maria da Silva, de 35.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2005 | 16h36

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