Mosa'ab Elshamy/AP
Mosa'ab Elshamy/AP

RFEF estuda Supercopa da Espanha com 4 times e na Arábia Saudita a partir de 2020

Federação espanhola quer colocar campeão e vice tanto da Liga como da Copa do Rei em torneio

Redação, Estadão Conteúdo

24 de abril de 2019 | 16h06

A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) está estudando a possibilidade de realizar a Supercopa da Espanha na Arábia Saudita a partir do próximo ano. O presidente da entidade, Luis Rubiales, afirmou nesta quarta-feira que a disputa da competição no Oriente Médio é uma das opções consideradas para o torneio, assim como a implementação de um novo formato de disputa, com quatro clubes, que seriam os dois primeiros colocados do Campeonato Espanhol e o campeão e o vice da Copa do Rei.

Até 2017, o vencedor da Supercopa espanhola era definido no início da temporada por meio de duas partidas envolvendo o atual ganhador da principal competição do país e o time que ergueu o troféu da Copa do Rei no ciclo anterior do futebol nacional.

E agora a RFEF estuda a ideia de passar a Supercopa para janeiro no seu calendário de torneios. A proposta será submetida a uma assembleia geral da federação na próxima semana, quando a mesma poderá ser aprovada ou descartada pelos dirigentes.

Rubiales não confirmou as versões de que um possível acordo para levar a disputa da Supercopa da Espanha para a Arábia Saudita esteja sendo discutido por causa de uma oferta de 30 milhões de euros (cerca de R$ 133 milhões) dos representantes do país do Oriente Médio, que estariam dispostos a pagar este valor por ano em um compromisso para abrigar seis edições do torneio.

Porém, o dirigente máximo do futebol espanhol deixou claro que existe uma negociação em curso com os árabes. "É muito difícil chegar a esta cifra, muito, muito difícil. Vamos tentar nos aproximar ao máximo (destes valores)", disse.

Um dos principais críticos à ideia de organizar partidas do Campeonato Espanhol nos Estados Unidos, Rubiales afirmou que a RFEF levaria em conta a saúde dos jogadores ao tomar uma decisão, observando o fato de que jogar a Supercopa na Arábia Saudita não afetaria tanto os atletas como se eles tivessem, por exemplo, de viajar até os Estados Unidos ou para a Ásia, onde o tempo de viagem e as diferenças de fuso horário são maiores em relação à Espanha.

A final da Supercopa da Espanha fora do país europeu, por sinal, não é uma novidade. No ano passado, quando foi adotado o formato de um único jogo para determinar o campeão, o Barcelona superou o Sevilla em Tanger, no Marrocos, para ficar com o título da competição.

A Supercopa da Itália de 2019 foi jogada na Arábia Saudita, como parte de um acordo de vários anos cujo valor pago para que isso ocorresse foi avaliado em mais de 20 milhões de euros (cerca de R$ 88,6 milhões). E a Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE), que também criticou a iniciativa de realizar jogos do torneio nacional nos Estados Unidos, não se opôs à ideia de realizar a Supercopa em solo árabe.

A La Liga, entidade que organiza o Campeonato Espanhol, teve de cancelar um jogo nesta temporada que o Barcelona faria na Flórida (EUA), contra o Girona, depois que o clube catalão desistiu de atuar no país da América do Norte por falta de consenso entre as partes envolvidas no confronto.

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