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Rhayner, do Vitória, revela que já usou e traficou drogas

Atacante também teve passagens por Bahia, Náutico e Fluminense

O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2015 | 14h22

Na segunda colocação da Série B, o Vitória está perto de assegurar seu retorno para a elite do futebol brasileiro em 2016. Para um jogador, em particular, a conquista pode ser ainda mais especial: trata-se do atacante Rhayner. Em entrevista ao jornal Correio, o atleta da equipe baiana revelou que teve um passado obscuro com as drogas e só conseguiu se livrar do vício neste ano.

Rhayner conta que os problemas começaram na adolescência, quando, além de usar, traficava drogas para conseguir sustentar o vício: "Eu vendia também, além de usar. Eu vendia para manter meu vício, vendia mais cocaína. Isso foi antes de eu iniciar minha carreira, eu tinha 16 ou 17 anos. No meu bairro, tinha muito tráfico. Quando eu comecei a jogar, eu larguei."

O atacante também conta que utilizou artifícios para não ser pego no exame antidoping: " Fui viciado em maconha, cheguei a usar cocaína também, entre outras drogas, como lança-perfume e outros tipos que são burladas para não cair no exame antidoping", afirmou Rhayner, que já soma sete gols na atual temporada.

"Já fui treinar. Com maconha, só. Em períodos em que eu não era relacionado, em que estava afastado, muitas vezes eu ia treinar desse jeito. Quando não tinha possibilidade de jogar, já aconteceu. (...) Teve um momento no ano passado que eu tinha largado tudo, mas os problemas na carreira, no próprio Bahia... Eu não tinha a cabeça no lugar e passei um período difícil, fiquei quatro meses sem salário.", conta Rhayner. Neste momento, teve outra recaída.

"Isso foi acumulando, acumulando e tive uma recaída pesada que me prejudicou mais do que já estava me prejudicando. (...) Quando eu fui afastado, fiz o desligamento, falei que não ia ficar treinando separado. Fiquei quatro meses desempregado. Eu tentava não me viciar, então usava só às vezes". Em 2013, Rhayner esteve no grupo do Fluminense que, em campo, foi rebaixado para a segunda divisão. Porém, o clube permaneceu na elite devido à polêmica do 'caso Héverton'.

Em 2015, o jogador se 'reencontrou' e largou as drogas. Ele afirma que a reconciliação com a esposa e a religião foram fundamentais para sair da situação difícil: "O principal foi ter voltado pra minha esposa e ela ter feito eu querer voltar a jogar futebol. Para seguir na carreira e no sonho, eu resolvi parar de novo. O ponto principal também pra eu largar foi eu me converter."

O Vitória soma 55 pontos em 30 jogos na Série B e está a apenas um do líder Botafogo. O Paysandu, primeira equipe fora da zona de classificação para a Série A no ano que vem, está sete pontos atrás. América-MG e Santa Cruz fecham o G-4 da competição. Na próxima sexta-feira, dia 16, o Rubro-Negro de Salvador recebe o Paraná Clube na Fonte Nova.

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