Ribeirão declara "guerra" a Farah

O presidente da Federação Paulista de Futebol e da Liga Rio-São Paulo, Eduardo José Farah, ganhou uma cidade inteira como inimiga. Depois de ter ameaçado trocar o Botafogo-SP pelo São Caetano no Torneio Rio-São Paulo de 2002, o dirigente virou alvo de inúmeras críticas em Ribeirão Preto.A princípio, o Botafogo teria vaga garantida no Rio-São Paulo. Mas, pressionado para incluir o São Caetano na competição, Farah avisou que a equipe do ABC paulista disputaria o torneio caso chegasse à final do Brasileiro e algum dos participantes fosse rebaixado para a segunda divisão nacional, o que acabou acontecendo com o time de Ribeirão.O bronca é tão grande que um vereador da Câmara Municipal de Ribeirão entrou com um pedido de protesto contra o título de cidadão ribeirãopretano concedido a Farah. Walter Gomes (PPB) acha que o dirignte não merece tal honraria. "Ele nunca fez nada de bom para a cidade, não merece este título", disse ele, lembrando ainda dos prejuízos que a medida de Farah pode causar ao município. "Ele está prejudicando o comércio e o nome da nossa cidade no país."A torcida do Botafogo também está indignada. No último domingo, quando o time de Ribeirão perdeu para o Gama, em Brasília, e foi rebaixado no Brasileiro, os torcedores levaram um faixa com os dizeres: "Cadê a palavra Sr. Farah? Por que Etti terceirona e Guarani rebaixado?". O presidente da organizada Fiel Força Tricolor, Mário Junqueira, garantiu que os protestos não param por aí. "Vamos continuar com as faixas e temos o apoio de pessoas importantes. Como o vice-campeão paulista pode ficar fora da competição mais importante do Estado?", contestou.Apesar da insatisfação na cidade, a diretoria do Botafogo prefere o silêncio e não se posiciona sobre o caso. O único que comentou o assunto foi o assessor de imprensa do clube, Júlio César Barbosa, que criticou Farah. "Onde está o critério neste torneio? Nós fomos vice-campeões do Estado e o Etti, o que ganhou?""Não temos nada contra o São Caetano, eles merecem estar lá. Mas e o Etti e o Guarani? O que fizeram?", questionou o vereador Walter Gomes.

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