Ricardinho divide falhas com a zaga

Na derrota por 3 a 1 para o Palmeiras, no domingo passado, no Palestra Itália, o setor mais criticado do Santos foi a defesa. Mas o meia Ricardinho defende os zagueiros do time, que, segundo ele, não foram os únicos responsáveis pelo resultado negativo, que deixou a equipe mais longe do título do Campeonato Paulista. É o que o jogador definiu como "responsabilidade coletiva". "Cada um tem sua função, sua responsabilidade em campo, mas quando perdemos, perdem todos juntos", disse. "Ao mesmo tempo, quando ganhamos por quatro ou cinco gols de diferença, não é só o ataque que marca, mas todos os jogadores que criam um conjunto de situações para que o time vença", filosofou.O capitão do Santos reconhece as falhas do time diante do Palmeiras, mas procurou minimizar os efeitos da queda no Palestra Itália. "Infelizmente, não conseguimos aproveitar os momentos de superioridade que tivemos durante a partida", comentou. "Mas no futebol, nem sempre uma equipe vai ganhar tudo. Parece que só porque fomos derrotados, o campeonato acabou. Não é assim", defendeu. "Ainda restam oito rodadas e muita coisa pode acontecer."Um dos jogadores mais experientes do elenco, Ricardinho garante que não se abala com a pressão após a derrota e que o ambiente do grupo não está conturbado. "Precisamos nos preocupar apenas com nosso trabalho, os treinamentos e os jogos. Estou acostumado com essas cobranças, porque isso não acontece apenas no Santos, mas em qualquer clube grande", comparou.Exagero - Ricardo Bóvio também acredita que o time pode se recuperar no torneio estadual e aposta num tropeço do líder São Paulo. "Dos oito jogos que temos pela frente, um é o confronto direto contra eles", lembrou. "Precisamos trabalhar, porque ainda é possível reverter a situação." Por isso, o volante, um dos responsáveis pela marcação do time, entende que a pressão sobre o time foi exagerada, depois da derrota para o Palmeiras. "Não há motivo para desespero. Não podemos perder nosso objetivo de vista, porque se não fizermos nossa parte, não vamos conseguir chegar na frente."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.