Ricardinho joga sem pensar no futuro

Ainda na noite de terça-feira, quando chegou a Belém, o meia Ricardinho admitiu que a possibilidade de deixar o Corinthians existe. No treino de hoje, confirmou a informação, mas avisou: não permitirá que as propostas discutidas por seu empresário e o presidente Alberto Dualib afetem seu desempenho na equipe, que domingo tem clássico decisivo contra o Fluminense pela Copa dos Campeões. "O meu procurador (Rubens Pozzi) está resolvendo a situação com o presidente Alberto (Dualib). Enquanto isso, meu pensamento é dar continuidade ao trabalho e me preparar para domingo", disse. Ricardinho evita até mesmo um sentimento de despedida. "Estou bem concentrado no trabalho, não posso pensar em hipóteses. Minha rotina é a mesma." Mas o destino de Ricardinho deve ser o futebol europeu, para onde não esconde querer voltar - já defendeu o Bordeaux, da França. Gosta do calendário mais estruturado e do nível cultural da Europa. "Ele tem boa história no Corinthians, mas está na expectativa de retornar ao futebol europeu", revelou Pozzi. "Tivemos muitas consultas, de vários países. Se a proposta for vantajosa financeiramente e o clube for uma vitrine, ele se transfere." O que facilita a possível volta do meia ao Velho Continente é o fato de ter cidadania italiana, o que o torna atleta da comunidade européia. Hoje, ele mostrou disposição de atuar domingo e participou do coletivo promovido pelo técnico Carlos Alberto Parreira, sob efeito do forte calor no Estádio Baenão. Foi a primeira vez que treinou pelo time ao lado de Vampeta, companheiro de seleção. Parreira, que afirmou que a dupla pode atuar só no segundo tempo, colocou-os na reserva e deu atenção especial aos titulares dos primeiros jogos, Fabinho e Renato.- Assim como Ricardinho, Vampeta acredita que poderá contribuir com o time domingo. "Eu e o Ricardinho não perdemos tanto. Tiramos uma semana de folga e acho que teremos condições de jogo." Sobre o adversário, disse guardar boas recordações. "Tenho grandes amigos no Fluminense, clube que me ajudou muito no meu retorno da Holanda ao Brasil em 95", lembrou o volante. Parreira, que também tem fortes laços com o clube carioca, acredita que o que falta ao time é ritmo de jogo. Segundo ele, o Corinthians está bem, pois criou várias chances de gols contra Náutico e Paysandu. Sobre o fato de o jogo ser antes de Paysandu e Náutico, que saberão do que precisam para se classificar, foi prático. "É simples: temos de ganhar. Se vencermos, estaremos classificados independentemente do outro resultado."

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