Ricardinho reforça o Santos em Americana

O Santos conta com uma vitória nesta quarta-feira sobre o Rio Branco, em Americana, para não permitir que o São Paulo dispare na liderança e também para evitar uma crise que começa a dar os primeiros sinais na Vila Belmiro. Afinal, os três empates contra equipes pequenas podem pesar e a ordem é não mais perder pontos como esses. Para alívio do técnico Oswaldo de Oliveira, o meia Ricardinho volta ao time, enquanto Fábio Baiano faz nova avaliação amanhã para saber se tem condições de jogar. O desfalque será o volante Fabinho, que será submetido amanhã a uma cirurgia no joelho e ficará afastado durante um período de 15 a 20 dias. Hoje, Oswaldo de Oliveira comandou um treino leve, de chutes a gol e de jogadas ensaiadas de ataque para que os jogadores coloquem em campo amanhã. O lateral-direito Paulo César e o atacante Basílio fizeram reforço muscular, mas não irão desfalcar o time. Paulo César tem escalação garantida, enquanto Basílio volta para o banco caso Fábio Baiano seja aprovado. A única ausência será a do volante Fabinho. Seu joelho será operado em Campinas pelo médico Wilson Mello. Seu lugar será ocupado por Bóvio, que tem subido de produção e conseguiu afastar a má impressão que causou ao chegar à Vila Belmiro. O jogador entende que os empates foram ruins para seu time e levaram a torcida a pressionar por vitórias. "Mas nós também nos cobramos uns aos outros, sabemos que temos condições de melhorar e estamos trabalhando para isso", comentou. Num campeonato de pontos corridos, uma diferença de quatro pontos é considerável. "São praticamente dois jogos", disse Bóvio, "mas faltam onze rodadas e temos muito campeonato ainda pela frente". Para ele, a ordem é não descuidar. "Estamos lutando agora para voltar à liderança, para depois chegarmos ao título", concluiu. Oswaldo de Oliveira procura passar tranqüilidade em relação aos quatro pontos que separam seu time do São Paulo. "Essa diferença já diminuiu, aumentou, teve momentos em que estivemos na frente. É uma questão de analisar a tabela toda, ver os jogos e as dificuldades que o Santos e seus adversários enfrentaram e só no final poderemos auferir essa distância entre os competidores". Ele entende que não é o momento de fazer esse tipo de avaliação. Mais: comentou as declarações do presidente Marcelo Teixeira feitas na véspera, de que ele precisava de tempo para desenvolver o seu trabalho."Meu trabalho já foi e está sendo mostrado. Não preciso mais ser avaliado e todos nós sabemos as dificuldades que estamos tendo e no meio de uma competição não é hora de avaliar ninguém e o presidente tem razão nesse ponto de vista". E concluiu: "até porque não estou aqui para ser avaliado, estou aqui para trabalhar".

Agencia Estado,

22 de fevereiro de 2005 | 19h31

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