Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Ricardo Gareca não projeta títulos, mas promete muito trabalho no Palmeiras

Novo técnico do time alviverde diz que se sente preparado para o desafio de comandar a equipe

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2014 | 07h54

SÃO PAULO - Ricardo Gareca chegou ao Palmeiras esbanjando simpatia e personalidade. O treinador argentino, de 56 anos, assinou contrato até junho do ano que vem e só vai começar o seu trabalho durante a Copa. Até lá, Alberto Valentim continuará no comando.

Em sua primeira entrevista como treinador do Alviverde, Gareca disse que não tem nada de especial, que admira alguns treinadores brasileiros e que espera pelos reforços prometidos por Paulo Nobre. E negou a curiosa superstição de não gostar da cor verde.

Comando da equipe

"Eu vou assumir o Palmeiras apenas durante a Copa. Agora, o Alberto termina essa fase e eu vou assistir aos jogos e aproveitar para conhecer o elenco melhor. O Alberto tem feito um bom trabalho."

Período de adaptação

"Não pedi nenhum tipo de adaptação. Só pedi aos dirigentes para observar os últimos jogos do Palmeiras. Com as informações que o Omar (Feitosa, gerente de futebol) e o (José Carlos) Brunoro (diretor executivo) me passaram e com o tempo até as férias dos jogadores, vou saber do que preciso no Palmeiras. Eu tenho de me adaptar ao Palmeiras, já que a história do clube é muito maior do que a minha."

Títulos

"Não posso prometer títulos porque não sei o que vai acontecer amanhã. Posso prometer entregar o máximo que tenho ao Palmeiras. Eu não estou aqui improvisado. Tenho 20 anos de carreira como técnico e estou preparado para dirigir uma equipe do tamanho do Palmeiras. Isso não significa que terei resultados, apenas que estou pronto para o desafio."

Mudanças no elenco

"Não posso dizer quem vai sair e quem vai chegar. Em determinado momento, chegará a hora de falar, agora não. Posso garantir que ainda não indiquei ninguém e nem sei quem pode sair. Acredito que o Palmeiras vai contratar jogadores. Pelo menos o Paulo (Nobre, presidente) me prometeu."

Técnicos argentinos em alta

"Nós, treinadores argentinos, não temos nenhum segredo. Gostamos do futebol brasileiro e vocês gostam da gente. Eu admiro Felipão, (Vanderlei) Luxemburgo, (Muricy) Ramalho, Cuca e Tite."

O que tem de diferente

"Não trago nada novo. Tenho lido que vou trazer coisas novas, mas não trago nada que vocês não conheçam. O futebol brasileiro está acima do argentino e eu vim aprender. Ser vitorioso aqui, em um futebol tão importante, seria especial."

Superstição contra o verde

"Eu não gosto do verde? Isso é falso. Senão, não teria vindo para o Palmeiras (ele posou com a camisa do clube, mas não quis vesti-la. Na Argentina, vários ex-companheiros do treinador confirmaram a superstição)."

Formação tática preferida

"Eu considero a formação tática algo muito importante. Fundamental. Terei de observar o que tenho no elenco do Palmeiras. Mas, em geral, gosto da linha de quatro defensores. Para mim, uma equipe tem de ser organizada. Sem isso, fica tudo muito difícil."

Trabalho com garotos da base

"Com o tempo, é um processo que precisa ser feito. No Palmeiras, como no Vélez (Sarsfield, seu antigo clube, pelo qual foi tricampeão nacional e revelou 20 jogadores), é preciso ganhar sempre. É preciso dar tempo aos jovens e é claro que se eu vir um jovem com possibilidade de jogar, vou usá-lo sem problema."

Estilo de se vestir

"Eu li algumas brincadeiras que fizeram comigo. Prefiro não falar sobre isso (risos)."

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