Guadalupe Pardo/Reuters
Guadalupe Pardo/Reuters

Ricardo Gareca pede tempo à seleção peruana e deixa futuro em aberto

Técnico argentino levou peruanos à Copa, mas viu equipe ser eliminada na primeira fase

Estadão Conteúdo

03 Julho 2018 | 16h26

O técnico argentino Ricardo Gareca concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira em Lima, no Peru, para falar sobre seu futuro. O treinador, no entanto, ainda não decidiu se continuará na seleção peruana ou se procurará novos ares.

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"Neste momento sou um técnico livre para decidir meu futuro. Vou tomar uma decisão com calma e também, se houver o interesse da Federação Peruana, analisar a possibilidade de continuar no comando", afirmou.

Gareca conseguiu levar a seleção peruana de volta para a Copa do Mundo após 36 anos de ausência. A equipe, no entanto, não conseguiu passar da primeira fase e fechou a competição na Rússia com derrotas para Dinamarca e França, ambas por 1 a 0, e uma vitória no jogo de despedida contra a Austrália: 2 a 0.

O treinador argentino tinha contrato com o Peru até o término do Mundial. "Não há negociações no momento porque necessito de tempo e pedi um tempo. Isso foi informado ao presidente da Federação Peruana de Futebol, Edwin Oviedo", disse.

A entidade máxima do futebol do país tem interesse em renovar com o treinador por mais quatro anos na expectativa de garantir vaga para a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Gareca, no entanto, também está de olho no mercado.

Um eventual destino do técnico poderia ser a seleção de seu país, a Argentina. Após a decepcionante campanha no Mundial da Rússia, a Associação de Futebol Argentina (AFA) ainda não definiu qual rumo dará à sua equipe. O atual treinador, Jorge Sampaoli, terminou a competição com uma péssima relação com os atletas, mas avisou que não pedirá demissão.

 

Sampaoli tem contrato até 2022 e multa rescisória de US$ 20 milhões (cerca de R$ 70 milhões). Gareca evitou falar sobre se houve algum contato com AFA. "A Argentina é uma seleção que seduz qualquer um. É um time de primeiro nível, mas ainda não posso dizer nada à respeito", afirmou.

DOPING DE GUERRERO

O treinador ainda comentou sobre a situação de Guerrero, que conseguiu a liberação para jogar a Copa do Mundo a duas semanas do início. Segundo ele, esse imbróglio atrapalhou o desempenho do atleta.

"Houve um desgaste muito grande. O ideal é que estivesse trabalhando com o grupo desde o início da preparação. Houve uma série de circunstâncias se viria, se não viria, se poderia jogar, se não poderia... Não foi o cenário ideal", finalizou.

Guerrero foi punido pela Corte Arbitral do Esportes (CAS, na sigla em inglês) com uma suspensão de 14 meses por doping, que o deixaria de fora do Mundial. Mas a duas semanas da Copa, ele conseguiu um efeito suspensivo na Justiça Comum da Suíça e foi liberado para entrar em campo.

Por conta desse problema, Guerrero começou no banco de reservas na estreia da Copa, na derrota para a Dinamarca por 1 a 0. Depois atuou como titular nos dois jogos seguintes, marcando um dos gols na vitória sobre a Austrália.

 

 

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