Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Ricardo Gomes banca Jair Ventura no Santos, mas avisa: 'Precisa de resultados'

Novo executivo de futebol do Santos garante treinador até a volta dos campeonatos nacionais

Estadão Conteúdo

21 Junho 2018 | 17h18

Ricardo Gomes foi apresentado como executivo de futebol do Santos nesta quinta-feira, no centro de negócios do clube na capital paulista, pelo presidente José Carlos Peres. O novo dirigente alvinegro bancou a permanência do técnico Jair Ventura, mas ressaltou: precisa apresentar resultados dentro do campo. Ricardo falou ainda das perspectivas de três reforços para a equipe na sequência do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

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O novo diretor santista substitui Gustavo Vieira de Oliveira, demitido em fevereiro. Desde então, o Santos conversava com Ricardo Gomes, que pretendia ser técnico na Europa. Até viajou para o exterior, mas não fechou nenhum contrato e só agora acertou com o alvinegro.

Uma das principais preocupações do torcedor santista neste momento é sobre a permanência ou não do treinador Jair Ventura. Com campanha irregular no Brasileirão - é apenas o 15º colocado, com 13 pontos -, sofre pressão dos torcedores e cobranças da diretoria.

Ricardo bancou o técnico, com quem já trabalhou no Botafogo, mas fez ressalvas. "Jair é um profissional dedicado, mas, no futebol, às vezes não vêm os resultados que a torcida espera. Avaliamos as lesões e o tempo que ele ficou nas competições. O Brasileiro começou apertado pela Copa do Mundo. Eu vejo um treinador qualificado para continuar este trabalho", frisou, para em seguida ponderar: "Jair está mantido. Porém, repito: precisa de resultados".

O elenco do Santos está de folga e se reapresenta na segunda-feira. O treinador vai recomeçar a preparação para as três competições que disputará no segundo semestre. Em meio aos treinamentos, haverá excursão para o México, onde a equipe fará dois amistosos: dia 7 de julho contra o Monterrey e dia 10, diante do Querétaro.

Tempo e trabalho suficientes para apresentar os resultados no retorno do Campeonato Brasileiro, contra o Palmeiras, dia 19 de julho, no Pacaembu. "Evidente que no Brasil, e até no mundo, treinador precisa de resultado. Ele continua, e vai enfrentar tudo isso. Temos os amistosos fora do País, tempo para os treinos, para arrumar a equipe e buscar os resultados", frisou Ricardo.

O executivo citou que o Santos busca qualificar o grupo e procura três jogadores. Sem citar nomes, disse que a equipe precisa de um atacante de área, um meia e um volante. Indagado sobre o interesse no volante Carlos Sanchez, do Monterrey, que disputa a Copa do Mundo pelo Uruguai, José Carlos Peres afirmou que as negociações vão avançar apenas depois do Mundial.

O Santos vai agressivo em busca de atletas no mercado porque tem recursos provenientes da venda do atacante Rodrygo para o Real Madrid. A negociação da joia santista envolveu um total de 45 milhões de euros (R$ 194 milhões), sendo que 40 milhões de euros (R$ 173 milhões) ficarão para o clube e metade deste valor (cerca de R$ 86 milhões) será depositada ao clube de forma antecipada, à vista - o acordo prevê que o jovem de 17 anos permaneça no time santista até julho de 2019, quando se apresentará ao time espanhol.

A expectativa é a de que os reforços sejam contratados "rapidamente", segundo o presidente. No fim da entrevista coletiva desta quinta-feira, por sua vez, Peres ainda fez um desabafo sobre a política dentro do clube, com recados à torcida, dirigentes e conselheiros. "Temos que encher estádio, o Pacaembu, a Vila Belmiro, que é a meca do futebol... Temos de ter união. Essa marca merece. Vamos cuidar dessa marca juntos. Não adianta dez remarem para frente e vinte remarem para trás."

 

 

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