Marcelo Regua/AP
Marcelo Regua/AP

Ricardo Gomes melhora, mas continua sedado e respira com ajuda de aparelhos

Técnico do Vasco sofreu AVC no domingo e está internado em hospital no Rio

Bruno Lousada, estadão.com.br

29 de agosto de 2011 | 19h56

RIO - Depois da cirurgia, realizada com sucesso no domingo à noite, para drenagem da hemorragia causada pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, o estado de saúde do técnico do Vasco, Ricardo Gomes, continua grave, mas estável. Exames neurológicos aos quais ele foi submetido indicaram que suas funções orgânicas estão dentro do esperado.

O treinador, no entanto, permanece sedado e respirando com a ajuda de aparelhos, segundo boletim médico divulgado na tarde desta segunda-feira pelo Hospital Pasteur, no Méier, onde ele está internado desde domingo, quando passou mal durante o segundo tempo do clássico entre Flamengo e Vasco, no Engenhão.

De acordo com os médicos do hospital, o pós-cirúrgico de Ricardo Gomes, de 46 anos, está evoluindo bem, sem apresentar intercorrências. "No momento, não há previsão de novos procedimentos. Ainda é muito precoce para avaliação da possibilidade de sequelas", informou o boletim.

"Mesmo que ele tenha sequelas, dá para reverter isso", disse o médico do Vasco, Clóvis Munhoz, certo de que o risco de morte ainda existe, embora a chance de Ricardo Gomes sobreviver "tenha aumentado" por causa da rapidez no seu atendimento, da infraestrutura do hospital e da capacidade da equipe médica que o assiste.

"Não é esperado nestas primeiras 72 horas uma grande melhora. Não ter piorado já é uma grande vitória", afirmou Fernando Gjorup, diretor médico do hospital. Muitos jogadores e dirigentes do Vasco estiveram nesta segunda no hospital para obter mais informações e transmitir força para os familiares do treinador.

Abatido, o time do Vasco se reapresentou ontem em São Januário para o jogo de quarta, contra o Ceará, no Rio. As tradicionais brincadeiras entre os jogadores sumiram. Ninguém esboçou nenhum sorriso e o semblante de todos era de preocupação. Faltava Ricardo Gomes ali para distribuir os coletes e iniciar o coletivo entre os reservas.

Cabisbaixo, o goleiro Fernando Prass, o meia Juninho Pernambucano e outros titulares surgiram no gramado e fizeram apenas treinamento leve. Muitos ali não dormiram direito e, do roupeiro ao atacante, todos sonham com a rápida recuperação do treinador.

"Não pensar nisso (no estado de saúde de Ricardo Gomes) é impossível. A gente não é máquina", disse o goleiro Fernando Prass. "Só nos resta rezar."

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