Ricardo Saibun/ Divulgação
Ricardo Saibun/ Divulgação

Ricardo Oliveira exalta 2015 no Santos e se diz surpreso com seleção

'Deixei de pensar em seleção quando fui para Oriente Médio'

Estadão Conteúdo

22 de dezembro de 2015 | 20h14

Embora tenha amargado um vice-campeonato da Copa do Brasil diante do Palmeiras, o centroavante Ricardo Oliveira não tem do que reclamar na temporada 2015. Foi artilheiro do Campeonato Paulista, com direito a levantar a taça de campeão, artilheiro do Campeonato Brasileiro e ainda de quebra voltou a ser convocado para a seleção brasileira após oito anos.

"Já tinha deixado de pensar em seleção brasileira quando abri mão da liga europeia e fui para o mundo árabe. A minha última convocação para a seleção havia sido em 2007, no Milan, e era o Dunga. Aí eu saio do Milan, vou para a Espanha e não voltei mais para a seleção. Aí vou para o mundo árabe, fico cinco anos. Esquece. Não ia voltar mesmo. Aí venho para o Brasil e as coisas começam a acontecer, começam a dar certo, e não fazia parte do meu planejamento, sinceramente", afirmou o jogador, nesta terça-feira, em entrevista ao SporTV.

O atacante foi chamado para quatro jogos das Eliminatórias da Copa em 2015 graças aos 11 gols que marcou pelo Santos no Estadual e outros 20 que fez no Brasileirão. Por isso defendeu que os clubes mantenham um centroavante de ofício na equipe e que estimulem os jovens das categorias de base a atuar como um legítimo camisa 9.

"Hoje o cara quer ser atacante, quer ser como Neymar, Cristiano Ronaldo... Acho que precisa alguém que possa contagiar as crianças que estão sendo formadas. Que diga: 'Quero ser o Neymar porque tenho característica do Neymar', 'quero ser um Messi', 'quero ser um Cristiano', 'quero ser um Ricardo Oliveira', 'quero ser um Vagner Love', não dá para a gente abolir o número 9 do futebol. O cara que leva a camisa número 9, no Brasil, se ele jogar de ponta-esquerda vai ser cobrado para fazer 30 gols no ano", comentou o jogador.

Ricardo Oliveira, 35 anos, tem contrato com o Santos até o final de 2017. O jogador será um dos veteranos do elenco da próxima temporada, que também deve reunir o meia Elano, 34 anos, que esteve no último ano na Índia e está de volta após desentendimento com a diretoria do Chennayin. Também pode atuar ao lado de Robinho, sonho da diretoria, que busca um parceiro para ajudar a pagar o alto salário do atacante de 31 anos.

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