Helvio Romero/AE - 14/5/2010
Helvio Romero/AE - 14/5/2010

Ricardo Teixeira rebate acusação e diz que processará dirigente inglês

Presidente da CBF nega que teria pedido favores em troca de voto para Copa 2018 na Inglaterra

Pedro Fonseca, REUTERS

10 de maio de 2011 | 17h32

RIO DE JANEIRO - O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, negou as acusações feitas pelo ex-presidente da Associação Inglesa de Futebol (FA) David Triesman de que o brasileiro teria pedido favores em troca de seu voto para a candidatura inglesa para a Copa do Mundo de 2018, e afirmou que vai abrir um processo pelas "absurdas declarações".

Triesman, que falou nesta terça-feira em uma comissão do Parlamento britânico que questiona as razões para a derrota da Inglaterra em sua tentativa de sediar o Mundial, acusou Teixeira e mais três integrantes do comitê executivo da Fifa de terem pedido favores em troca de votos.

Segundo Triesman, Teixeira lhe perguntou: "O que você pode fazer por mim?". Os outros acusados são Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, Jack Warner e Worawi Makudi.

Em nota publicada no site da Confederação Brasileira de Futebol, Teixeira afirmou que uma delegação inglesa pediu seu voto num encontro em abril de 2010, mas que Triesman não participou da reunião realizada na sede da CBF.

O dirigente acrescentou que, assim como as outras confederações da América do Sul, seu voto foi declarado com antecedência na candidatura Espanha/Portugal para o Mundial de 2018, que acabou sendo vencido pela Rússia.

"Em virtude desses fatos, o presidente da CBF já está tomando as medidas judiciais cabíveis, com processo contra o senhor David Triesman, pelas absurdas declarações, que na verdade tentam esconder o seu fracasso na condução da candidatura da Inglaterra, já que só obteve um voto, além daquele, logicamente, dado por ela mesma", afirmou o comunicado de Teixeira.

O comitê executivo da Fifa, composto por 24 integrantes, é responsável por escolher as sedes dos Mundiais. Dois membros que integram o comitê -- Amos Adamu e Reynald Temarii -- foram suspensos antes da votação que escolheu as sedes das Copas de 2018 e 2022, em dezembro, por supostamente terem oferecido vender seus votos a jornalistas que se passaram por lobistas.

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