Fábio Motta/ Estadão
Fábio Motta/ Estadão

Ricardo Teixeira tem apelo rejeitado no CAS e continua banido do futebol por toda a vida

Corte Arbitral também mantém multa de R$ 6,1 milhões imposta pelo Comitê de Ética da Fifa ao ex-presidente da CBF

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2021 | 15h55

Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, seguirá banido de qualquer atividade relacionada ao futebol pelo resto da vida. O ex-dirigente teve o apelo para reverter a punição da Fifa, rejeitado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira. A Corte também manteve a multa de 1 milhão de francos suíços (R$ 6,16 milhões, na cotação atual), imposta pelo Comitê de Ética da entidade máxima do futebol. 

Teixeira foi punido pela Fifa em novembro de 2019, sob a acusação de ter recebido subornos relativos a acordos pelos direitos de competições sul-americanas entre 2006 e 2012, quando era membro da entidade. Este é o primeiro caso de banimento vitalício julgado pelo CAS em decorrência de investigações realizadas pelas autoridades americanas. 

Atualmente com 73 anos, Ricardo Teixeira comandou a CBF entre 1989 até 2012, quando renunciou ao cargo de comandante do futebol brasileiro, além de deixar o Comitê Executivo da Fifa e a presidência do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. 

Ele foi substituído por José Maria Marin, também acusado de corrupção, e banido do futebol pela Fifa em 2015. Foi condenado à prisão pelos crimes de fraude financeira, lavagem de dinheiro e conspiração. 

Marco Polo del Nero assumiu o comando da entidade em 2015, deixando o cargo dois anos depois por ser alvo de investigações semelhantes ao dos outros dois dirigentes anteriores, e sendo banido pela Fifa em 2018. O cargo passou pelas mãos do coronel Antônio Carlos Nunes antes de Rogério Caboclo — afastado por acusações de assédio sexual e moral — ser empossado, e voltar para o militar. 

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