Andrew Yates / Reuters
Andrew Yates / Reuters

Richarlison apoia jogadores gays a se assumirem: 'devem ser tratados com respeito e igualdade'

Atacante acredita que não seria problema se um atleta se assumisse homossexual no Everton

Redação, Estadão Conteúdo

25 de julho de 2020 | 18h27

O atacante brasileiro Richarlison comentou sobre a aceitação a jogadores homossexuais no esporte durante uma entrevista ao site do clube pelo qual joga, o Everton, da Inglaterra. O jogador defendeu que a situação não deveria ser problema e que o futebol está se tornando um ambiente de maior aceitação neste sentido.

"O mundo mudou muito. Não podemos mais viver como as pessoas faziam há cem anos. Acho que o futebol está se tornando mais inclusivo e deveria", comentou Richarlison. Neste sábado, é realizada a Liverpool City Region Pride, um evento anual que celebra a comunidade LGBTQIA+ e que tem o apoio do Everton.

"Somos todos iguais e devemos ser tratados dessa maneira. Não acho que seria um problema aqui ou em qualquer outro lugar (se um jogador assumisse ser gay). Todos devem ser tratados, primeiro, com respeito e igualdade", complementou o atleta brasileiro.

Atualmente, o futebol inglês não tem nenhum atleta assumidamente homossexual. No último dia 11 de julho, o jornal The Sn publicou uma carta anônima de um jogador que afirmava atuar na primeira divisão e ter medo de se assumir, pelas ofensas que passaria a ouvir, mas que não revelar sua orientação sexual estava lhe causando problemas psicológicos.

O futebol inglês já teve um jogador abertamente gay: o atacante Justin Fashanu, que se destacou pelo Norwich no início da década de 80. Ele também passou por clubes como Nottingham Forest, Southampton, West Ham e Manchester City. Ele se assumiu homossexual em 1990, quando já estava em decadência na carreira. Fashanu cometeu suicídio em 1998, após ser acusado de abuso sexual por um rapaz de 17 anos. Nada foi provado contra ele.

A carta anônima publicada pelo The Sn teria sido entregue ao jornal pela Fundação Justin Fashanu que é gerenciada por uma sobrinha do jogador e afirma que, além do autor do texto, está auxiliando outros quatro atletas do futebol em relação à orientação sexual, um dos quais estaria na primeira divisão.

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