Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Richarlison exalta camisa 10 em Tóquio e se diz pronto para provocar argentinos na final de sábado

Jogador comenta sobre responsabilidade de ser um espelho para o grupo da seleção brasileira na Olimpíada e já está com a cabeça na decisão da Copa América

Redação, O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2021 | 16h26

Em meio a um ambiente de final de Copa América envolvendo um adversário tão tradicional como a Argentina, Richarlison ganhou mais um desafio: vai ser o camisa 10 da seleção olímpica comandada pelo técnico André Jardine. "Camisa 10 é significado de grandes jogadores a serviço da seleção como Neymar, Pelé, Zico. Então, eu sei da responsabilidade e vou jogar como na seleção principal", afirmou.

Focado na final de sábado e com a experiência de anos no futebol inglês, o jogador disse estar pronto para as provocações que sempre cercam Brasil e Argentina e jogos decisivos.

"Provocação de lá, provocação de cá. A gente sabe que o bicho pega. Não vamos falar por falar, temos de botar dentro de campo. Temos de ganhar todos os jogos e é o que estamos fazendo. Vamos provocar sim, isso vai acontecer e o que vale mesmo são os três pontos dentro de campo e quem levantar a taça", disse o jogador. O Maracanã, palco da decisão, é mais um estímulo para o jogador, que despontou para o cenário nacional ao se transferir para o Fluminense.

"Um lugar especial. Fiz muitos gols ali. Lembro até hoje, quando meu treinador na base do América-MG me dizia que quando eu fizesse um gol no Maracanã, aí sim me sentiria um jogador profissional. Quando marquei meu primeiro gol lá de pênalti, lembrei disso na hora. E o Maracanã não é especial só para mim. É reconhecido no mundo todo."

Sobre o interesse do Real Madrid, o atacante disse estar focado agora somente na final da Copa América diante da Argentina de Messi. "Estou acostumado com essas coisas. Foco é na Copa América. Segunda competição com a camisa da seleção e quero levantar a taça pela segunda vez", comentou.

Em meio à pandemia de covid-19 que continua com alto grau de letalidade no Brasil, o jogador ressaltou a importância que é poder atender aos torcedores que vão prestigiar a seleção brasileira. "Importante atender os fãs. A covid-19 pegou muitas pessoas aqui no Brasil. Não podemos ter contato, mas quando dá, desço do ônibus, tiro uma foto, sempre com o distanciamento de um metro. Eles ficam horas lá esperando por uma foto e não custa nada descer do ônibus e atende-los." O Brasil fará nesta sexta-feira seu último treino antes da final.

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