Victor R. Caivano/AP
Victor R. Caivano/AP

Richarlison exalta determinação para superar caxumba e brilhar: 'Tive coragem'

Atacante voltou ao time apenas dez dias depois de ter sido detectado com a doença

Redação, Estadão Conteúdo

07 de julho de 2019 | 21h02

Autor do gol que selou a vitória por 3 a 1 sobre o Peru e garantiu o nono título da Copa América à seleção brasileira neste domingo, o atacante Richarlison superou, em poucos dias, os sintomas da caxumba para poder voltar a atuar e ajudar o Brasil na conquista da competição continental.

O atacante do Everton, da Inglaterra, enalteceu a superação que teve para se recuperar da doença e voltar à seleção dez dias depois de ter sido detectado com caxumba. Por ser uma doença altamente contagiosa, Richarlison ficou isolado no quarto do hotel onde a equipe se hospedou em Porto Alegre e foi desfalque no jogo contra o Paraguai, pelas quartas de final. Na semifinal, contra a Argentina, assistiu do banco de reservas à vitória por 2 a 0.

"Eu tive fé, tive coragem, mesmo com a dificuldade. Estava com o pensamento de jogar. Claro que é um momento difícil, mas todos os meus companheiros me ajudaram nessa recuperação. Coloquei minha cabeça que ia me curar rápido. Sempre olhava no espelho para ver se o caroço diminuía e graças a Deus fui curado", enalteceu o jogador em entrevista ao SporTV.

De origem simples e carismático, o atacante de 22 anos, que começou sua carreira no Real Noroeste, do Espírito Santo, ganhou destaque no América-MG e chamou a atenção do futebol mundial quando atuou pelo Fluminense, dedicou o seu gol na final à bisavó. No entanto, ele se atrapalhou e esqueceu o nome da homenageada.

"Falei pro Miranda que se tivesse oportunidade eu ia agradar. Como falei lá no início, quando comemorei minha convocação, que se fizesse um gol, iria ser para a minha bisavó, que tem 86 anos. Ela perdeu meu bisavô tem pouco tempo", disse. Pouco tempo depois, o jogador, que começou o torneio entre os titulares, reapareceu para dizer que a bisavó se chama Julita.

Assim como fez Daniel Alves, o volante Casemiro enalteceu a atuação dos jogadores e o trabalho da comissão técnica, especialmente do técnico Tite. O atleta do Real Madrid também afirmou que ganhar um título pela seleção é o sonho de qualquer jogador.

"Tenho de exaltar o grupo e a comissão técnica porque não é normal manter um treinador depois de uma derrota na Copa do Mundo. Ganhar título com a seleção brasileira é o sonho de qualquer criança. Vi Ronaldo, Mauro Silva, Roberto Carlos, Cafu, que teve aqui com a gente. São caras vencedores", enfatizou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.