Richarlison/Instagram
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Em carta, Richarlison faz apelo por vacinação e lembra morte de primeiro treinador

Atacante do Everton e da seleção brasileira é embaixador do USP Vida e defendeu uso do diálogo para convencer pessoas indecisas que ainda não se vacinaram

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2021 | 17h06

Conhecido pelo engajamento em causas sociais importantes, o atacante Richarlison publicou uma carta nesta quinta-feira, 4, em que pede que todos que se vacinem contra a covid-19 e aposta no diálogo para convencer os indecisos. "Por favor, não deixe de tomar sua vacina! Senti que era necessário passar essa mensagem ao saber que muitas pessoas ainda não se vacinaram (...) Embora eu acredite que todos devam se vacinar, não acho certo tratar quem não se vacinou e teve uma postura distinta da minha como um inimigo. Quando você trata alguém assim, que espaço dá para que essa pessoa mude? Você praticamente fecha as portas para uma atitude diferente. Acredito que tudo pode ser resolvido na base da conversa", contou ao The Players Tribune .

O jogador também lamentou a morte de seu primeiro técnico. Sebastião José da Silva, o Tião Borboleta, foi seu treinador em Nova Venécia, cidade onde nasceu, e o encorajou no início da carreira. "Ele foi o primeiro a notar um potencial em mim (...) Fiquei muito triste quando soube da sua morte. Ele já era um senhor... Não resistiu à doença". 

No ano passado, Richarlison virou embaixador do USP Vida, programa da Universidade de São Paulo que já arrecadou quase 20 milhões de reais em doações para pesquisas e projetos científicos, e que também ajudou a desenvolver respiradores mais baratos e de produção mais rápida, testes, equipamentos de proteção relacionadas à covid-19. 

"Se eu conseguir influenciar uma pessoa a se vacinar, já me sentirei vitorioso por tudo que tentei fazer nesse período", conta.

Richarlison lembrou que ficou dois anos sem voltar para Nova Venécia, no Espírito Santo, e que não pode abraçar sua mãe no retorno à sua cidade natal, já que ela estava infectada com o novo coronavírus. "Meus pais também pegaram Covid, mas, graças a Deus, não desenvolveram nenhuma complicação. Mesmo assim, foi outro momento bem difícil pra mim. Eu só a vi a uns 30 metros de distância, porque ela estava com Covid e a gente não podia se aproximar".

Em seu relato, o atacante também se utiliza dos números para convencer as pessoas que ainda estão em dúvida sobre a vacinação contra a covid-19. "No Brasil, as mortes pela doença caíram mais de 90% depois que a vacinação avançou. Há poucos dias, o país registrou a menor taxa de óbitos desde o início da pandemia (...) É verdade que nenhuma vacina tem 100% de eficácia, mas seus efeitos no controle da pandemia são inquestionáveis. Os dados não mentem".

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