Rincón abre fogo contra jogadores e dirigentes

O meio-campista Freddy Rincón - um dos maiores jogadores da história do futebol colombiano - resolveu abrir fogo contra jogadores e dirigentes da seleção de seu país. Em entrevista à rádio esportiva Antena 2, de Bogotá, o ex-jogador sustenta que a seleção dirigida por Francisco ?Pacho? Maturana se ressente de um líder. Diz também que os atuais jogadores são mimados e que a federação colombiana de futebol é desorganizada.?Dificilmente eu vi uma seleção colombiana jogar tão mal?, disse o jogador, que passou por vários clubes no Brasil, entre eles, Palmeiras, Corinthians e Santos. ?Não é possível aceitar que os jogadores fiquem mimados só porque as coisas não estão da forma como deveriam. O que precisa ser feito é colocar todo mundo para trabalhar. Além disso, eles precisam jogar com um pouco mais de amor à camisa da seleção?, disse. Aos 37 anos, Rincón mora atualmente em Miami (EUA). Ele disputou três copas do mundo - Itália (90), Estados Unidos (94) e França-(98), e se disse desiludido com o desempenho da Colômbia nas derrotas para o Brasil (2 a 1, em Barranquilla) e para a Bolívia (4-0, em La Paz) - jogos válidos pelas duas primeiras rodadas das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. "Na seleção não há um líder. Iván Ramiro (Córdoba), que é o capitão, não é um jogador que tenha essas características. Segundo ele, jogadores importantes como Faryd Mondragon e Oscar Córdoba também não têm o perfil de liderança. ?Líder não se faz. Se nasce líder, e no momento não existe?, concluiu. O ex-jogador criticou também a desorganização da Confederação Colombiana. ?A Bolívia e todas as outras seleções jogam no horário que melhor lhes convém. Só a Colômbia joga no horário que convém ao adversário. É uma desorganização muito grande. Não se está pensando em se classificar. Na verdade, não sei no que os dirigentes estão pensando?, desabafou.

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