Rincón deve dizer sim ao Corinthians

O Corinthians já começa a se preparar para receber Rincón de volta. Depois de um ano afastado do clube, período que defendeu o Santos, o volante colombiano está acertando os últimos detalhes para vestir novamente a camisa do Corinthians, time que atuou de julho de 1997 a janeiro de 2000. Rincón deixou o Parque São Jorge logo após a conquista do Mundial de Clubes. O Corinthians entregou hoje ao procurador do jogador, Renato Caio, a proposta do clube para tentar definir a situação. Na primeira análise, Caio e Rincón consideram a proposta boa. Os dois devem dar uma resposta ainda nesta quinta-feira ao Corinthians. No Parque São Jorge já se comenta com otimismo a volta do jogador, que não faz mais parte dos planos do Santos, por causa do salário milionário que recebe (cerca de R$ 400 mil por mês). O Corinthians oferece algo em torno de R$ 120 mil. Um dos motivos na demora para o acerto da negociação é o valor de R$ 1, 2 milhão pelo aluguel do passe, que o jogador quer receber em parcelas e acrescentar nos salários. O clube não concorda, alegando que no fim de março entrará em vigor a lei extigüindo o passe. Segundo o vice-presidente de Futebol do clube, Antonio Roque Citadini, não está condicionada a volta do jogador ao clube a um contrato com a Hicks Muse, patrocinadora do Corinthians, para ele virar comentarista esportivo da PSN, canal de televisão a cabo da empresa norte-americana, quando encerrar a carreira. "Não há nada disso", disse. "Houve essa proposta do jogador em outra situação, mas no momento isso não está sendo discutido", declarou o dirigente. O Corinthians começou hoje a testar a equipe para o jogo contra a Matonense, domingo, em Matão. O técnico Wanderley Luxemburgo deverá mesmo escalar a dupla de zaga Fábio Luciano e Marquinhos, nos lugares de Scheidt e João Carlos, que estão suspensos. Para o lugar de Ricardinho, também suspenso, o lateral-esquerdo André Luís deverá ser improvisado no meio-de-campo. A diretoria do Corinthians manteve a ordem já adotada no ano passado, ao exigir que o torcedor pague R$ 10,00 para assistir aos treinos do time ou visitar o clube e usufruir de algumas dependências do Parque São Jorge, como lanchonete e restaurante. Já o associado tem livre acesso para assistir aos treinos. Citadini explicou que nenhum clube é lugar público. "Por isso, para entrar aqui tem de pagar. E quem não for sócio e quiser apenas ver o treino, terá de pagar como se fosse uma visita para as dependências, que inclui nosso estádio." Com isso, a diretoria tenta também controlar a entrada de torcedores no clube para evitar o que ocorreu no primeiro semestre do ano passado, quando o atacante Edílson quase foi agredido no estacionamento do Departamento de Futebol do Parque São Jorge. O incidente resultou, posteriormente, na transferência do atleta para o Flamengo.

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