Rincón é o novo capitão do Corinthians

Os jogadores do Corinthians não quiseram comentar a contratação do técnico Oswaldo de Oliveira, que volta ao clube após quatro anos. Fizeram um treinamento físico à tarde e depois dos trabalhos foram embora. Apenas o colombiano Freddy Rincón falou rapidamente sobre o novo treinador, com quem volta a trabalhar. E ficou muito satisfeito em saber que será novamente o capitão da equipe, em lugar de Rogério, apesar de deixar claro que não interfere nesse tipo de decisão. "Fico muito feliz e contente com a volta do Oswaldo. Vivemos muitos momentos felizes juntos no Corinthians", disse Rincón, que falou sobre a decisão de Oswaldo de Oliveira de lhe dar o posto de capitão do time. "Essa decisão eu deixo sempre a critério do treinador." Nem bem assumiu o comando técnico do Corinthians e Oswaldo de Oliveira começa a conviver com os problemas. Não bastasse contar com um elenco reduzido, principalmente depois das contusões de Marcelo Ramos, Rafael Silva, Rogério e Rodrigo, o novo técnico corintiano terá de administrar mais duas dificuldades: as suspensões de Fabinho, expulso contra o São Paulo, e Rincón, que recebeu o terceiro cartão amarelo no clássico de domingo. "Se tudo estivesse bem, o Corinthians não teria trocado de técnico. O Juninho fez o que pôde. E eu vou extrair o máximo dos jogadores." Uma situação completamente diferente daquela encontrada na última vez em que diigiu o Corinthians, em 1999. Na época, contava com um elenco de estrelas, como Vampeta, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Luizão. Tinha um time entrosado, que o levou às conquistas do Campeonato Paulista e do Campeonato Brasileiro de 99, além do título mundial no ano 2000. Situações muito distintas, mas que parecem não preocupar o treinador. "Só o tempo dirá se a minha passagem agora será melhor que a anterior", comentou Oswaldo de Oliveira. O treinador deixou o comando do time no ano 2000 depois que o Corinthians foi eliminado pelo Palmeiras na Copa Libertadores. "No futebol a gente vive de derrotas e vitórias, principalmente os treinadores. Foi uma situação política. Perdemos para o Palmeiras na semifinal da Libertadores. E o meu contrato estava terminando. A diretoria não quis renovar", disse Oswaldo de Oliveira. "Ganhamos muitos títulos naquela época." Sobre o fato de ser considerado um técnico amigo dos jogadores, de não ser considerado disciplinador, o treinador corintiano disse: "Isso tudo funciona apenas como dados estatísticos. Só para a imprensa que faz diferença, porque todo treinador é disciplinador."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.