Rincón fortalece posição de líder corintiano

Bem que o técnico Juninho Fonseca e o atacante Régis tentaram colocar panos quentes nos ânimos. Mas com Freddy Rincón a conversa foi outra. O colombiano não cedeu, manteve as críticas ao comportamento do companheiro no insosso empate por 0 a 0, domingo, diante do União Barbarense, pelo Campeonato Paulista, e saiu fortalecido do episódio.Mais do que nunca, Rincón, aos 37 anos, mostra que não abre mão da condição de líder do grupo corintiano. Aliás, condição imposta pela diretoria quando lhe fez proposta, no início de dezembro, para voltar a jogar.Rincón também foi esperto. O volante não gostou do fato de Régis expressar publicamente seu descontentamento com as seguidas broncas que recebeu no gramado (deixou o campo tão irritado ao ser substituído que não cumprimentou o técnico Juninho). Apesar disso, aguardou que o atacante se pronunciasse sobre o ocorrido.Régis, como previa o script, recuou, disse que era amigo de Rincón e o respeitava bastante. Em tom de brincadeira, chegou a dizer que jamais arrumaria confusão com o colega. "Rapaz, ele é muito grande", afirmou, na tentativa de descontrair o ambiente."A gente sabe que no calor do jogo se discute bastante. Fiquei chateado porque achei que ele exagerou. Mas estamos todos no mesmo barco e o que fazemos é pensando no bem do time." Pronto, era a deixa que o colombiano esperava. Como Juninho Fonseca evitou polemizar e, ao que tudo indica, não vai tomar nenhuma providência, Rincón ergueu o nariz e bateu o pé. "Eu cobro mesmo. Quem gostar, gostou. Quem não gostar...", afirmou.Vontade - O volante colombiano desenvolveu quase uma obsessão. Quando assinou contrato, sabia que seria cobrado pelo fato de estar com 37 anos e há dois afastado dos gramados. Por isso, treinou como nunca. "Eu disse que iria treinar e correr. E estou correndo. E agora vou cobrar mesmo", garantiu Rincón, sem qualquer traço de arrependimento. "Não tenho nada contra o Régis. Faço isso com todo mundo e aceito cobranças também."Apesar da opção pelo distanciamento, Juninho Fonseca vai tentar tirar proveito da situação. A idéia é elaborar a preleção da partida de quarta-feira, contra o Botafogo da Paraíba, na estréia do Corinthians na Copa do Brasil, em cima do assunto. O treinador destacará que o desentendimento entre Rincón e Régis tem o lado positivo, pois deixa claro a preocupação de ambos com os resultados da equipe.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.