Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Rincón garante que não vai "afinar"

O reencontro entre o técnico Oswaldo de Oliveira e Freddy Rincón, nesta terça-feira, no Parque São Jorge, promete ser tenso. Se o técnico cobrar seu capitão pela rebeldia mostrada no Mineirão ao ser substituído pelo zagueiro Betão, no jogo de domingo contra o Atlético-MG, ele ouvirá ? mas não deixará de falar. Numa entrevista exclusiva à Agência Estado, nesta segunda, o colombiano nega que tenha xingado o treinador na saída de campo. ?Fiquei muito puto, mas não xinguei. Só virei para ele e disse: que p... é essa? Já está virando moda! Sou sempre eu que saio?? Fora o jogo de domingo, Rincón foi substituído duas vezes, contra Grêmio e Ponte ? duas derrotas corintianas. O colombiano alega que não merecia ter saído, especialmente no Mineirão. ?Estava bem, não sentia cansaço. Quem cansa não fica correndo de um lado para o outro para cobrir os laterais.? Depois da atitude rebelde no Mineirão, Rincón foi para o vestiário calado. Quando Oswaldo e o resto da equipe voltaram do campo, ele já estava no ônibus. Os dois não se falaram mais. Rincón admite que vive um momento de pouca paz. Nas últimas duas semanas, discutiu com Roberto Carmona (repórter da Rádio Transamérica) no intervalo do jogo com o Palmeiras e se negou a falar com Fernando Rocha, da TV Globo, no Mineirão. ?Ando muito nervoso porque a cobrança tem sido toda em cima de mim. Estou assumindo uma responsabilidade que não é só minha.? Agência Estado - De quem é? Rincón - Não sei, mas sei que não é só minha. AE - Você se sente provocado pela imprensa? Rincón - Tenho o direito de não falar quando não quiser. Respeito o Carmona, mas ele me pegou pelo braço. Não gosto disso. Já nos acertamos. Domingo as câmeras só registraram o que eu disse ao repórter da Globo, mas não mostraram quando ele veio me pedir desculpa. E quem aparece com a cara feia na tevê sou eu. Quer dizer: quem ficou com a imagem de mau-caráter e grosseiro foi o Rincón. Acho que vou ter que mudar alguma coisa em relação às entrevistas. AE - Como assim? Rincón - Vai chegar um dia em que vou aparecer num desses programas de tevê de surpresa para ver se certos comentaristas que foram jogadores (Neto) vão ter a coragem de dizer certas coisas na minha cara. AE - Vai ter briga no ar? Rincón - Briga, não. Só vou me defender. AE - Tem gente dizendo que você é o dono do time e que assusta a garotada com suas cobranças. Rincón - Em primeiro lugar, no Corinthians não tem essa história de molecada. Na hora de cada um fazer filho ou na hora de buscar o cheque no caixa, ninguém é moleque. Dizem isso porque sou o cara que mais cobra no time. Acabo ficando marcado por causa disso. AE - Pelo jeito, você não é o único que está nervoso. O Fábio Costa também voltou a brigar com a imprensa no Mineirão. Rincón - Não vi o que aconteceu, mas se fosse comigo não sei qual seria a minha reação. Nenhum câmera pode dizer que o time do Corinthians é uma m... AE - Falta união a esse grupo? Rincón - Dizer que esse time é unido é pura ilusão. Contrataram 12, 13 jogadores no começo do ano. Ainda não se pode dizer que todo mundo se conhece. AE - O rebaixamento, assusta? Rincón - Não sei. Prever o que vai acontecer amanhã não dá. Só sei que a situação não é das melhores. Acho que não dá para pensar que o Corinthians vai ser campeão. AE - Você continua achando que o elenco é fraco? Rincón - A minha cota já acabou. Não preciso ficar martelando a mesma coisa. A diretoria sabe que o time precisa de reforços.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.