Rincón, o líder que o Corinthians buscava

"Já deu. Tá bom, vamos embora". O reclamão é o colombiano Freddy Rincón. Hoje, durante a apresentação dos novos contratados para 2004, no Parque São Jorge, o ex-capitão corintiano mostrou logo a que veio. Menos de um minuto após iniciada a cerimônia, o volante, de 37 anos, já comandava os outros seis novos companheiros, a maioria apresentada a ele pouco antes, nos vestiários. E não dava nem bola para os procedimentos de praxe. "Vamos lá, vamos lá", falava, como se estivesse no campo. Essa é a síntese da volta de Rincón ao Corinthians. Claro que todos no clube sonham que ele repita a boa performance do período no qual sagrou-se bicampeão brasileiro (98/99) e campeão mundial (2000). Porém, a prioridade é outra. Com a saída de Vampeta, a diretoria quer um líder, aquele jogador com ascendência sobre os demais e que tenha voz de comando. Características natas do colombiano, que assinou contrato até o final de 2004. E o ex-capitão já avisa: "estou com muita vontade de jogar bola, por incrível que pareça". Mas por que ?por incrível que pareça?? "Quando resolvi dar um tempo, ficar de molho, como vocês dizem, estava cansado dos 17 anos de carreira. Parei dois anos, repensei muitas coisas, fiz outras e agora estou com vontade de voltar", garantiu. Quanto à negociação, faz questão de ressaltar: "não procurei ninguém do Corinthians. Eles é que vieram atrás de mim. Se não voltasse para cá, acertaria com outro clube." Descaso - A apresentação dos sete reforços não provocou grande alvoroços. Exceção aos jornalistas e um batalhão de empresários e dirigentes que se espremiam na beirada do campo, as arquibancadas ficaram vazias. Nem associados, muito menos torcedores se predispuseram a dar as boas-vindas aos novatos. Além de Rincón, chegaram o meia Rodrigo, o lateral-esquerdo Julinho, os meia-atacantes Samir, Dinelson e Adrianinho e o atacante Rafael Silva. Em comum, os tradicionais chavões dos boleiros. "É um honra muito grande poder vestir essa camisa", dizia Samir, emprestado pelo Vitória. "Temos de agarrar essa oportunidade. Afinal não é todo dia que temos a chance de jogar no Corinthians", comentava o jovem Dinelson, que veio do Guarani. Rodrigo, com seu ar galã, afirmou que não quer ser admirado pelo lado intelectual ou seu visual mais elaborado. "Quero ser reconhecido por aquilo que produzir no campo." Expectativa - Os dirigentes corintianos aproveitaram a ocasião para confirmar que a busca por reforços não terminou. É bem provável que no início da próxima semana cheguem mais quatro nomes ao clube. O goleiro Fábio Costa já é dado como certo e, espera-se , possa ser apresentado na terça-feira. Os outros três são Leandrão, do Inter-RS (Renato ou Doni entrariam nessa negociação), o atacante colombiano Aristzábal, que não renovou com o Cruzeiro, e o meia-lateral Gilberto, caso o negócio com a Alemanha não se concretize.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.