Rincón pede a palavra e lidera o time

Rincón gesticulou, falou alto, descreveu jogadas, mostrou o posicionamento correto que o time deve ter no jogo de domingo à tarde contra o Corinthians, no Morumbi, e conseguiu reanimar os jogadores do Santos, numa palestra que durou 40 minutos no campo 1 da Chácara Filomena, em Jarinu, nesta segunda-feira cedo. Os jogadores só foram o campo o campo às 9h20.Antes do aquecimento físico, Geninho reuniu o grupo e não gastou mais de cinco minutos para expor o que pensa para a segunda partida da semifinal. Depois foi a vez de Serginho Chulapa discursar rapidamente. Em seguida, Rincón pediu a palavra e, em pé, enquanto os demais jogadores ficaram sentados, comportou-se como um treinador de equipe de basquete durante o tempo técnico. Todos prestavam atenção nas palavras do líder, inclusive Geninho. "Ele falou sobre tudo. Do seu otimismo e motivação, apesar dos muitos títulos importantes que já conquistou. Analisou o nosso comportamento no jogo passado, o que fizemos e o que poderíamos ter feito. Disse da sua emoção de estar passando por essa oportunidade de, aos 34 anos, fazer parte do grupo que tem condições de tirar o Santos da fila de 16 anos, conquistando o título paulista. Da importância desse momento que todos nós estamos vivendo", contou Geninho.Também durante o treino recreativo, além de correr muito, não parou um instante de brincar com os companheiros, principalmente com os mais novos. "Caramba, Elano. Como você não fez esse gol?" Como o seu time perdeu, o colombiano levou cascudos dos garotos da equipe vencedora e saiu de campo feliz, sorridente, e atencioso com a imprensa. "Como sou o mais experiente do grupo, não posso fugir à responsabilidade neste momento e tenho a obrigação de passar tranqüilidade aos mais novos.Poderíamos ter vencido o jogo de domingo, mas agora não adianta a gente ficar se lamentando, porque o que passou não tem volta. Fica a mágoa pela oportunidade que desperdiçamos e a vontade de fazer tudo direito no próximo jogo." O que Rincón e nem Geninho fala é que o Santos está se preparando para enfrentar uma guerra no domingo, quando vai ser conhecido, no final do jogo do Morumbi, o adversário de Botafogo, de Ribeirão Preto, ou Ponte Preta na decisão do título paulista. Por ter jogado durante dois anos no Corinthians, mais do que ninguém Rincón sabe que Marcelinho Carioca não deverá aceitar passivamente a marcação rígida que deverá voltar a sofrer de Paulo Almeida e provavelmente vai procurar catimbar a partida e tentar cavar a expulsão de algum adversário, já que não haverá uma terceira oportunidade de classificação para os dois times, como também não haverá preocupação com os cartões amarelos."O jogo vai ser muito diferente, mas não acredito que algum jogador vá entrar em campo preocupado em tumultuar. Se o Marcelinho tem essa intenção, o problema é dele. De minha parte, estou orientando o time apenas para jogar. Estamos projetando tudo em cima de um jogo decisivo, sem nos preocuparmos com um possível clima de guerra. Nossos jogadores estão orientados para não entrar em provocações." A Chácara Santa Filomena, em Jarinu, está sendo considerado por Geninho e pelos jogadores o refúgio ideal para que o time se prepare para o jogo de domingo. "Fomos bem recebidos em Sorocaba e em Itu, mas aqui está tudo perfeito, porque o grupo fica isolado, sem a presença de torcedores. E as instalações são muito boas.No último treino em Itu, mais de mil torcedores compareceram ao estádio. Nem todos eram santistas e alguns acabaram perturbando. Os jogadores também se queixavam no tempo que se perdia - quase duas por dia - nas viagens de ida e volta do hotel ao campo do Ituano. Além disso, não éramos os únicos hóspedes do hotel. Mas o principal é quanto ao melhor aproveitamento de tempo", analisa Geninho, que ainda não decidiu se o treino de sábado cedo será em Jarinu ou no Morumbi.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.