Rincón quer fixar residência no Brasil

O volante Freddy Rincón está definitivamente fora da estréia do Corinthians no Campeonato Paulista, marcada para quarta-feira, em Sorocaba, diante do Atlético. O colombiano só se apresentou em Extrema nesta sexta-feira à tarde, pois teve de voltar para a Colômbia na quarta-feira a fim de tirar o visto de trabalho. Sua situação foi regularizada. Porém, não houve tempo de o registro ser feito na Federação Paulista de Futebol (FPF). O prazo para inscrições na primeira rodada terminou na quinta-feira. "Não sabia dessa data limite. Cheguei aqui achando que estava tudo certo para que eu jogasse, mas infelizmente não foi bem assim." E a burocracia diplomática/trabalhista não foi o único problema enfrentado. Ausente dos primeiros dias de pré-temporada, o volante perdeu parte da rotina de preparação física elaborada por Moracy Sant´Anna. Agora terá, literalmente, de correr atrás do restante do grupo. Apesar disso, o jogador se mostrou tranqüilo e não lamentou o fato de ficar fora da estréia. "De certa forma foi até bom porque agora vou poder treinar mais tempo antes de jogar." Porém, a preocupação é mais com o ritmo de jogo. "Fisicamente tenho condições de jogar." A presença de Rincón era uma das mais aguardadas em Extrema. Apesar de seus testes de condicionamento o terem apontado como o melhor preparo físico do grupo, a comissão técnica vive a expectativa de saber como será o comportamento de um atleta de 37 anos que há dois está longe dos gramados. "Nem tive tempo de ver amigos. Fiquei cuidando da papelada e fazendo os exercícios que o Moracy passou", lembrou, tranqüilizando aqueles que duvidavam de sua disciplina. Rincón se disse surpreso com a exigência de volta à Colômbia para regularizar seu visto de trabalho. Até a entrada em vigor da Lei Pelé, esse procedimento podia ser efetuado em qualquer embaixada brasileira. Pela proximidade, tudo era encaminhado em Assunção, no Paraguai. "Agora mudou e a gente tem de ir até o país de origem. Fazer o que, né?" De mudança - Para evitar que esse problema se repita, Rincón decidiu entrar com um processo para obter residência definitiva no Brasil. E não apenas para o período no qual estiver trabalhando. Sua idéia e viver para sempre no País. "Tenho raízes aqui. Meu filho (Leonardo) e minha esposa (Priscila) são brasileiros", explicou. "E como eu e a família não nos adaptamos nos Estados Unidos (moravam em Miami) e na Colômbia está muito difícil morar lá, quero ficar por aqui mesmo."

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2004 | 19h40

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