Rincón traz equilíbrio ao Santos

Aos poucos, o Santos vai readquirindo o equilíbrio emocional, um requisito importante para quem pretende disputar o título de campeão Paulista. Essa retomada coincidiu com a volta ao time de Freddy Rincón e, desde sua estréia, o time encerrou a série de cinco jogos sem vitória e conseguiu as três vitórias consecutivas que levaram à classificação para a semifinal do torneio estadual. "Meu papel é o mesmo de todos os demais jogadores. A diferença é que, sendo mais experiente, é normal que aumente a expectativa e a cobrança".Para Rincón, o importante é que ele está consciente disso. Sua entrada no time deu mais tranqüilidade ao meio-de-campo, aumentou o respeito do adversário e acabou facilitando o trabalho do grupo todo.Líder natural, Rincón não tem fugido à sua responsabilidade e, quando chegou a hora de cobrar o pênalti que poderia desempatar o jogo decisivo contra o São Caetano e garantir a vitória santista, o capitão não pensou duas vezes. "Durante o jogo, tive uma dor no pé, mas na hora de bater estava bem e consegui marcar o gol".O técnico Geninho sabe da importância do comando de Rincón dentro de campo e conta com isso para chegar ao título. O colombiano também tem consciência disso e nem pensa em abrir mão dos três pontos do jogo contra o Mogi Mirim. "O time está classificado, mas precisamos dessa vitória, já que nosso objetivo é chegar em primeiro".Rincón acha que a estabilidade emocional do time "veio na hora certa" e que "a cada jogo vai melhorar ainda mais".Acostumado às decisões, o jogador sabe que "é preciso muito esforço para ser campeão". Faz uma comparação com a situação vivida no ano passado, quando o Santos disputou o título com o São Paulo e acabou perdendo na final. "A equipe chegou bem, mas cometeu erros infantis que acabaram fazendo com que perdesse o campeonato". Segundo ele, a inexperiência do técnico Giba, que assumira pouco antes o comando do time, pesaram muito, "Ele não tinha experiência, o que não acontece com Geninho, que toma decisões melhores".Ele é um dos onze santistas pendurados com um cartão amarelo e, aparentemente, não está preocupado com a situação. "O cartão limita um pouco o jogador, mas na semifinal não podemos deixar de dividir uma bola, pois nosso objetivo é vencer a partida". Por isso, acha que, independente de os cartões serem zerados, Rincón entende que "é preciso administrar com inteligência essa situação".

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