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Rio promove Mundial da Classe Finn na 5ª

Na seqüência dos testes preparatórios para a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e para mostrar sua competência em ser a sede de grandes eventos, o Rio realiza a partir de quinta-feira até o dia 20 o Campeonato Mundial da Classe Finn, com os principais astros da modalidade. O atual bicampeão da categoria e medalha de ouro na classe laser nos Jogos Olímpicos de Sydney, Ben Ainslie, destacou que a cidade possui uma raia semelhante a da competição australiana, apresentando um elevado grau de dificuldade. "É uma raia complicada por causa das correntes e marés. O segredo para se vencer aqui é manter a consistência", destacou Ainslie, líder do ranking Mundial da Classe Finn. "Vale lembrar que o Mundial é taticamente diferente de uma Olimpíada, apesar de os principais competidores estarem aqui." Além de Ainslie, que tenta se igualar ao brasileiro Joerg Bruder (campeão em 1970, 1971 e 1972), conquistando o terceiro título Mundial consecutivo, o polonês Mateus Kusnierewicz, medalha de ouro nos Jogos de Atlanta, em 1996, e campeão do mundo em 1998 e 2000, assegurou que a disputa no Rio servirá como preparatório para Atenas. Mas destacou que é difícil fazer uma previsão de resultados na competição grega, porque ainda faltam seis meses para o seu início. "Tenho boas perspectivas de competir aqui. Mas a preparação final acontecerá na Europa", destacou Kusnierewicz, vice-colocado no ranking Mundial da Classe Finn. "Como a raia é difícil, acho que vou procurar seguir os brasileiros, que a conhecem, e deixar que descubram o caminho do ouro." E enquanto os campeões finalizarão sua competição na Europa, para os brasileiros o Mundial no Rio é uma etapa decisiva para a seletiva olímpica nacional, prevista para ocorrer entre os dias 28 de fevereiro e 17 de março, em Búzios, Região dos Lagos. Na ocasião estará em disputa uma vaga da categoria para Atenas. João Signorini, o Joca, 20º colocado no ranking da categoria, festejou a possibilidade de competir com os principais iatistas do mundo. Tanto ele quanto Bruno Prada, que ocupa a 84ª posição na tabela de classificação do Mundial, serão os principais concorrentes na seletiva brasileira em Búzios. "Com a realização do Mundial no Rio a gente pode treinar com os melhores da classe no Brasil. É uma oportunidade única de estar em casa e concorrendo com os principais atletas", afirmou Joca, que há dois anos trocou a classe Laser pela Finn. "Foi uma mudança consciente porque minhas chances de ir a uma Olimpíada cresceram. Na Laser temos o Scheidt (Robert) que é hexacampeão mundial e é muito difícil superá-lo." De qujinta até sábado os competidores terão seus barcos avaliados para saber se estão dentro dos padrões técnicos exigidos. A partir de domingo tem início as regatas, um total de dez, sendo permitido um descarte. A previsão é a de que o Mundial termine no dia 19, mas o dia seguinte foi reservado na programação do evento para o caso de as condições do vento impedirem a realização de alguma regata.

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