Reprodução/TV/El Trece
Reprodução/TV/El Trece

Riquelme afirma que será candidato à vice-presidência do Boca Juniors em dezembro

Ex-meia de 41 anos volta ao time que o consagrou na chapa de oposição encabeçada por Daniel Angelici

Redação, Estadão Conteúdo

20 de novembro de 2019 | 17h40

Juan Román Riquelme deseja voltar ao Boca Juniors, mas agora como dirigente. O ex-meia de 41 anos anunciou, nesta quarta-feira, que concorrerá nas eleições de 8 de dezembro como segundo candidato a vice-presidente em uma chapa que se opõe à atual gestão, liderada por Daniel Angelici.

"Farei parte da chapa composta por (Jorge) Ameal e (Mario) Pergolini (primeiro vice)", informou o ídolo do clube, em entrevista à rede de televisão Fox Sports. "Me sinto bem, feliz. Tenho a possibilidade de voltar para a minha casa, para o meu clube, e isso é maravilhoso", complementou.

Riquelme se aposentou dos gramados em 2015. Ele também disse que, ao participar das eleições, terá de adiar sua festa de despedida, inicialmente marcada para o próximo dia 12 de dezembro no estádio da La Bombonera. As recentes conquistas do maior rival, o River Plate, e as sequências de derrotas em clássicos - caiu na final da Copa Libertadores do ano passado e nas semifinais da edição deste ano -, segundo Riquelme, em outra entrevista recente, são sintomas da derrocada da hegemonia do Boca Juniors no país.

O anúncio do ex-camisa 10 muda completamente o mapa político do clube argentino mais popular e põe em risco a continuidade da situação, historicamente apoiada por Mauricio Macri, atual presidente do país e sob o comando da instituição desde 1996. "Vou assumir o comando, sempre que as pessoas nos peçam, do futebol que é onde posso ajudar", respondeu Riquelme sobre seu eventual papel. Quando questionado sobre reforços para a equipe, ele respondeu, de forma sarcástica: "Mbappé, Messi e Cristiano Ronaldo... Eles me disseram que temos dinheiro, então vou sonhar", brincou.

O agora aspirante a cartola, no entanto, não se pronunciou sobre o futuro do atual técnico Gustavo Alfaro. Em vez disso, sugeriu que Carlos Bianchi, multicampeão pelo Boca, pudesse ser um conselheiro. "Precisamos de todos que nos deram alegria para ajudar", justificou-se.

Riquelme já havia sugerido que poderia concorrer à presidência se situação e oposição concordassem em criar uma chapa única com ele na liderança. Embora houvesse negociações, o acordo não prosperou. "Era o que eu tinha de fazer. Amo muito o clube, todo mundo sabe disso, e era normal pedir que todos estivessem juntos. Sabia que era algo complicado e, no fim, não pôde acontecer", explicou.

Como jogador, Riquelme tem três títulos da Libertadores (2000, 2001 e 2007) no currículo e um Mundial Interclubes, em 2000, entre outros troféus, sendo a grande maioria deles conquistados com o camisa do Boca Juniors.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolRiquelmeBoca Juniors

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.