Alejandro Pagni/AFP
Alejandro Pagni/AFP

Riquelme e Danilo têm empate técnico na primeira decisão da Libertadores

Craque argentino joga melhor, mas amarga 1 a 1 em casa. Brasileiro marca bem e tem lampejos no ataque do Corinthians

Raphael Ramos, enviado especial, estadão.com.br

28 de junho de 2012 | 00h26

BUENOS AIRES – As esperanças de Corinthians e Boca Juniors de sair da Bombonera com uma vitória foram depositadas, principalmente, em Danilo e Riquelme. E não era por menos: os dois meias haviam liderado as suas equipes na trajetória rumo à final da Copa Libertadores.

Ambos, no entanto, estiveram abaixo do que vinham produzindo. O corintiano pouco pegou na bola, principalmente no segundo tempo, enquanto o argentino foi pouco efetivo em suas investidas ao ataque – por vezes parecia muito mais preocupado em pressionar a arbitragem do que em jogar bola (chegou a levar um cartão amarelo no primeiro tempo por reclamação).

Danilo teve boa chance de se consagrar logo aos 17 minutos, mas, sem marcação e de frente para o gol, dominou mal a bola e não conseguir concluir a jogada. Do outro lado, Riquelme também errava. Aos 25, pisou na bola e quase caiu no chão na hora em que tinha de armar um jogada de ataque e pegar a defesa alvinegra desarrumada.

Pouco inspirado, Danilo chutou fraco aos 30 e errou passe fácil quatro minutos depois. A partir dos 38, quando deixou de jogar centralizado e foi para a direita com a entrada de Liedson no lugar de Jorge Henrique, ele desapareceu. No segundo tempo, Riquelme deu algumas mostras do seu talento. A bola ficava mais tempo em seus pés. Era o mais claro sinal de que o Boca estava melhor na partida.

Os donos da casa subiram a marcação e maestro argentino tentava a todo instante colocar os homens de frente em condições de marcar – numa delas Mouche bateu fraco de pé direito e facilitou a vida de Cássio. Na bola parada, uma de suas especialidades, Riquelme não esteve muito preciso. E, por coincidência, o Boca chegou ao gol no primeiro escanteio não cobrado por ele. Mouche bateu.

A essa altura, Danilo era muito mais um homem de defesa do que o meia de criação e toque de bola cadenciado que o Corinthians precisava para controlar o Boca e chegar ao empate. Aos 38, então, Tite resolveu trocar o cansado Danilo pelo iluminado Romarinho.

E o lance do gol de empate começou num erro de Riquelme. Ele não conseguiu dominar a bola e a deixou de bandeja para Paulinho puxar o contragolpe que acabou sendo fatal. Riquelme jogou mais, mas o resultado foi melhor para Danilo. A decisão será no Pacaembu.

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