Marcos Brindicci/Reuters
Marcos Brindicci/Reuters

Riquelme elogia time do Corinthians, mas vê Boca Juniors favorito

Mesmo com o time argentino sem vencer há dez jogos, meia diz que histórico pesa

AE, Agência Estado

30 de abril de 2013 | 15h25

BUENOS AIRES - Conhecido por suas opiniões fortes, o meia Riquelme não titubeou ao apontar o Boca Juniors como favorito para o jogo desta quarta-feira diante do Corinthians, na Bombonera, que abre este confronto de oitavas de final da Libertadores. Mesmo com o time argentino em má fase, sem vencer há dez jogos, e diante do atual campeão mundial, o experiente jogador, de 34 anos, afirmou que o fator casa pode ser fundamental para definir o vencedor.

"Para amanhã (quarta-feira) o favorito é o Boca, que joga em casa, e vamos tentar ganhar", disse o meia, que, ao ser questionado sobre o melhor momento do adversário, provocou. "Nós temos seis Libertadores e eles, uma só. Tenho certeza que das outras 15 equipes que se classificaram para as oitavas de final, nenhuma queria pegar o Boca", completou.

Apesar das provocações, Riquelme não escondeu a admiração pelo time corintiano, principalmente pelos atacantes Alexandre Pato e Guerrero e pelos volantes Ralf e Paulinho. "Sabemos que vamos enfrentar uma grande equipe, de muita categoria, que tem jogadores de seleção. Sabemos que Pato, Guerrero, Ralf e Paulinho são fenômenos, mas no campo somos 11 contra 11."

Riquelme estava em campo no último confronto entre Corinthians e Boca Juniors, no dia 4 de julho de 2012, quando o time brasileiro venceu por 2 a 0, no Pacaembu, e sagrou-se campeão da Libertadores. Mesmo admitindo que passar por estas oitavas de final teria gosto especial, o meia descartou o clima de revanche a apontou que o confronto vencido pelo adversário no ano passado teve muito mais valor.

"Para mim não é uma revanche, a partida mais importante foram eles que ganharam. Temos confiança de que passaremos às quartas e ser passarmos ficaremos muito contentes, mas não vamos recuperar a Libertadores que perdemos no ano passado. Temos que parabenizá-los, foram melhores que nós naquelas partidas. Não é fácil chegar a uma final de Libertadores e espero que possamos estar de novo", comentou.

Depois daquela decisão, o meia ficou sete meses afastado do futebol, até voltar ao Boca em janeiro deste ano, e parece ter acompanhado de perto o Corinthians durante este período. O jogador fez uma análise do adversário, exaltou a manutenção da base do adversário e só errou ao apontar Leandro Castán, que foi para a Roma, como único desfalque corintiano em relação ao time titular do ano passado - o meia Alex também deixou o clube e foi para o Al-Gharafa.

"O Corinthians tem a sorte de jogar com uma equipe há muito tempo, que não mudou muito. Da equipe que jogou contra nós, acho que só perderam o zagueiro (Castán) para a Roma, e ainda incorporaram nomes como o Pato, o Guerrero. Aqui (na Argentina) não temos a sorte deles de poder nos reforçar com esse tipo de jogador", apontou, citando o melhor momento financeiro do futebol brasileiro.

BOCA VETA TREINO NA BOMBONERA - O clima de rivalidade entre Boca Juniors e Corinthians fez com que o time argentino vetasse o treino de reconhecimento do adversário na Bombonera. Com isso, o elenco corintiano fará a atividade desta terça-feira no campo anexo ao estádio, a Casa Amarilla. Depois, poderá entrar na Bombonera apenas por alguns minutos, sem fazer nenhum trabalho por lá.

A decisão é uma retaliação da diretoria argentina, já que o Boca também não poderá fazer o treino de reconhecimento no Pacaembu na véspera do jogo de volta, marcado para 15 de maio, uma quarta-feira. Isso porque no dia anterior, uma terça, o Palmeiras receberá o Tijuana justamente no Pacaembu, na partida de volta de sua série de oitavas de final.

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