Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Risco à torcida causou interdição do Engenhão, diz prefeito do Rio

Raulino de Oliveira e São Januário serão os estádios usados pelos times no Campeonato Carioca

TIAGO ROGERO, Agência Estado

26 de março de 2013 | 20h00

RIO - Construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 ao custo de R$ 380 milhões, o estádio olímpico João Havelange, o Engenhão, está interditado por tempo indeterminado. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, contou nesta terça-feira ter sido procurado pelo consórcio responsável pela construção, formado por Odebrecht e OAS, que informou sobre "problemas estruturais de projeto" na cobertura do estádio que ofereceriam riscos aos torcedores. O prefeito, então, decidiu pela interdição.

"Já amanhã (quarta) não poderemos realizar nenhum jogo", disse Eduardo Paes, referindo-se à partida entre Fluminense e Macaé, prevista para as 19h30, pela terceira rodada da Taça Rio (segundo turno do Campeonato Carioca). Uma reunião na noite desta terça na sede da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) com Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo (que administra o Engenhão) definiu que o jogo vai acontecer em São Januário. Botafogo x Friburguense, na quinta, também será no estádio vascaíno.

A construção do Engenhão começou a ser feita pela Delta, que abandonou a obra. Então, assumiu o consórcio Odebrecht/OAS. "Contratualmente, segundo a secretaria municipal de Obras, as empresas colocaram em uma das cláusulas que não se responsabilizariam pelo projeto e isso foi compactuado pelo meu antecessor", referindo-se ao ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, atualmente vereador pelo DEM. Sendo assim, se o problema for mesmo de projeto, como alegou ao prefeito o consórcio, quem vai arcar com a solução será a prefeitura.

O ex-prefeito Cesar Maia negou, em entrevista ao Estado, a existência da cláusula. "Isso não existe. O que elas (Odebrecht e OAS) pediram foi a saída da Delta, que aceitou."

"O estádio só será reaberto quando for apresentada uma solução definitiva, e até agora nenhuma me foi apresentada", disse Paes. "Não é admissível que um estádio com tão pouco tempo de vida apresente esse tipo de problema", afirmou o prefeito, que, por quase uma dezena de vezes, fez questão de frisar: "Não fui eu que fiz o estádio". Paes disse não saber detalhes sobre os problemas na cobertura do estádio e informou que um engenheiro do consórcio vai apresentar as informações para a imprensa nesta quarta.

O Engenhão vinha sendo o principal estádio do Rio de Janeiro desde que o Maracanã foi fechado para reforma em 2010 para a realização da Copa das Confederações, neste ano, e da Copa do Mundo de 2014. Os clubes vinham se revezando entre jogos no próprio Engenhão e no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Sem o Engenhão pelos próximos meses, os times devem mandar a maior parte dos seus jogos no próprio Raulino de Oliveira e no estádio de São Januário, do Vasco. O Maracanã só retomará a rotina de jogos locais após a Copa das Confederações, em junho.

Atualizada às 20:57

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