Rivais, como Luis Fabiano e Prass, comentam punição imposta ao Coriinthians

Jogadores de São Paulo e Palmeiras apimentam a discussão

Danile Batista e Paulo Fávero, Agência Estado

26 de fevereiro de 2013 | 14h05

SÃO PAULO - A confusão em que o Corinthians se meteu após a morte do torcedor boliviano em Oruro também é assunto entre os jogadores de outros clubes. No treino do São Paulo na manhã desta terça-feira, por exemlo, o atacante Luis Fabiano foi taxativo ao dar sua opinião sobre o caso. Para ele, o Corinthians deve ser punido como quer e determina a Conmebol, responsábel pela organização da Libertadores. 

Luis Fabiano não tem a menor dúvidas de que o Corinthians perderá um pouco da sua força sem o apoio da torcida nos jogos da Libertadores. "Tudo se decide dentro de campo no futebol. Mas para o jogador não ter a torcida do seu lado faz com que a motivação seja menor. É muito triste jogar em estádio vazio", disse. "O Corinthians é forte com ou sem sua torcida e vai querer conquistar o bicampeonato, mas não será a mesma coisa sem o apoio dos torcedores."

PALMEIRAS

O goleiro Fernando Prass também não fugiu da polêmica sobre a decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) de obrigar o Corinthians a jogar sem torcida na Libertadores. Ele defende o clube rival e condena a punição. Para o jogador do Palmeiras, a punição aplicada após a morte do torcedor Kevin Espanha, de 14 anos, atingido por um sinalizador que veio da torcida corintiana, foi errada. Para ele, o San José, mandante do jogo, deveria sofrer uma penalização ainda maior do que a imposta ao Corinthians.

"Eu não concordo com a punição. Acho que o Corinthians tem de ser punido sim, mas não pode sair como único culpado. O mandante tem de pagar também. Acontece algo dentro da sua casa e você não é punido? Na minha opinião tem de pagar até com um rigor maior do que o Corinthians."

Prass acha que punir a torcida também não foi a melhor decisão tomada pela Conmebol. "A torcida é uma extensão do time, e assim é claro que ela deve ser punida. Mas tirar torcedores do estádio e punir milhões por causa disso não acho que é uma decisão sábia", completou o jogador, após participar de treino de preparação para o confronto desta quinta, diante do Libertad, em Assunção, pela Libertadores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.