Vadim Ghirda/AP
Vadim Ghirda/AP

Rivais do Brasil, Costa Rica e Sérvia duelam em 'final' pelo Grupo E

Seleções se enfrentam neste domingo, às 9 horas, na Arena Samara

O Estado de S.Paulo

17 Junho 2018 | 00h00

Costa Rica e Sérvia duelam neste domingo, às 9 horas (de Brasília), na Arena Samara, em Samara, em confronto que pode definir o futuro das seleções na sequência da Copa do Mundo da Rússia. Isso porque estão no Grupo E e vão enfrentar o Brasil e a Suíça nas próximas rodadas. Uma derrota significa carimbar o passaporte de despedida do Mundial. Assim, o confronto é tratado como verdadeira final pelas equipes.

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Os costarriquenhos disputam na Rússia a sua quinta Copa. O objetivo é encerrar as oscilações. A estreia no torneio ocorreu em 1990, quando chegaram às oitavas de final. Coincidentemente, também estavam no grupo do Brasil. Surpreenderam ao baterem a Escócia (1 a 0) e a Suécia (2 a 1) - foram derrotados pela seleção verde-amarela (1 a 0) - e se classificaram para o mata-mata. Caíram para a Checoslováquia (4 a 1).

O país da América Central ficou fora dos dois mundiais seguintes, em 1994 e 1998. Classificou-se para as duas edições posteriores, em 2002 e 2006, mas voltaram para casa na primeira fase. Em 2010, decepcionaram mais uma vez os torcedores e não estiveram na África do Sul. Mas o retorno às Copas, em 2014, no Brasil, foi triunfal.

Ficaram em primeiro lugar do grupo que tinha as campeãs mundiais Inglaterra, Uruguai e Itália. A zebra continuou solta nas oitavas de final, quando a Costa Rica bateu a Grécia. Só parou na Holanda, nos pênaltis, nas quartas. A campanha revelou para o mundo o goleiro Keylor Navas, que depois da competição foi contratado pelo Real Madrid. Aquele time também destacou para o futebol internacional o atacante Joel Campbell, o lateral-direito Cristian Gamboa e o zagueiro Giancarlo González - todos estarão em ação na Rússia novamente.

 

A expectativa sobre a equipe do técnico Oscar Ramírez é fazer pela segunda vez seguida uma boa campanha em Mundial. O que se repete em relação a 2014 é o status de "azarão". E às vésperas da estreia, perde parte do potencial, com o corte do lateral-esquerdo Ronald Matarrita, com distensão muscular.

A responsabilidade é grande. E o elenco costarriquenho sabe disso. Por isso o primeiro jogo diante dos sérvios é fundamental para as pretensões da equipe. “Sérvia, Suíça e Costa Rica são muito parecidos. As três seleções vão lutar por uma vaga”, alertou o capitão Bryan Ruiz, meia do Sporting Lisboa, de Portugal.

Já a Sérvia disputa a sua segunda Copa do Mundo como nação independente. O debute foi em 2010, quando caiu na primeira fase, mas obteve a maior vitória da história do país: 1 a 0 sobre a Alemanha.

O atual grupo de jogadores pratica um futebol técnico. A equipe não se abalou com a troca no comando do time. Há oito meses, o técnico Slavoljub Muslin foi demitido por divergir da federação de futebol do país sobre o estilo de jogo - na avaliação dos cartolas, muito defensivo, com poucos jovens. Assumiu Mladen Krstajic, ex-zagueiro de Werder Bremen e Schalke 04, da Alemanha, mas sem experiência como treinador. Pesou a seu favor o fato de fazer parte do staff de Muslin.

Apesar de bons jogadores nos elencos dos anos anteriores, a Sérvia raramente teve desempenho linear em uma competição. É o que busca agora, na Rússia. E a rodagem dos jogadores em diversos clubes europeus pode ser o diferencial. Dos 23 convocados, apenas três atuam na Sérvia, que tem campeonato inferior em relação aos grandes centros europeus.

A missão está a cargo do jovem Milinkovic-Savic, meio-campista de 23 anos, da Lazio, aposta do novo técnico que aos poucos coloca o time jogando mais para frente, e do volante Nemanja Matic, que atua no Manchester United.

 

 

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