Filipe Araújo/AE
Filipe Araújo/AE

Rivaldo é apresentado pelo São Paulo e promete fazer história no clube

Meia afirma que já conversou com Carpegiani e gostaria de jogar como um camisa 10

AE, Agência Estado

28 de janeiro de 2011 | 13h47

SÃO PAULO - Apresentado oficialmente pelo São Paulo nesta sexta-feira, Rivaldo chegou ao clube prometendo ser o meia que o clube procura há algum tempo para encerrar essa carência do elenco dirigido por Paulo César Carpegiani. Ele avisou que inclusive já conversou sobre o assunto com o treinador para acertar o seu futuro posicionamento em campo.

"Conversei com ele, disse que gostaria de jogar como um camisa 10, como joguei em quase toda a minha carreira, sem uma posição fixa, pra tentar armar o ataque do São Paulo, dar lançamentos", afirmou Rivaldo, que vai usar o número 10 no São Paulo, durante a sua apresentação oficial no CT de Cotia. "É uma honra, nunca tive medo, é responsabilidade, mas eu estou pronto para usar a 10, para as críticas."

Apesar disso e do seu extenso currículo, Rivaldo descartou o fardo de ter uma responsabilidade maior do que a do restante do elenco do São Paulo. "É um time grande, precisa de títulos, mas a responsabilidade é dividida. Sei que tenho um nome importante, mas é dividida", disse.

Com 38 anos, Rivaldo se disse empolgado e motivado para defender o São Paulo. "Esse interesse do São Paulo é um presente de Deus. Estou muito feliz de estar em um dos maiores do mundo e isso me motiva", disse o veterano, que pediu calma para ser avaliado. "Espero que tenham tempo para me avaliar e que isso aconteça em dezembro", completou.

Rivaldo ressaltou, porém, que está pronto para ser cobrado independentemente da sua carreira de sucesso. "A história conta muito. Mas não quero viver de passado, isso é página virada e quero vencer pelo São Paulo, conseguir títulos, fazer grandes jogos. Espero fazer a diferença aqui", afirmou.

O reforço são-paulino admitiu que será um grande desafio tentar jogar em alto nível por um dos principais clubes do futebol brasileiro. "Sei que o desafio é grande e nem todos possuem essa coragem. Mas tenho confiança, me cuido e vou fazer algo grande pelo São Paulo", comentou.

O reforço tratou de se desculpar com o Mogi Mirim, clube que é presidente e que defenderia no Campeonato Paulista. "Foi algo muito rápido, até peço desculpas. Pensei também no lado do Mogi, estou fazendo uma parceria com o São Paulo. Isso não é para qualquer clube. Os que ficaram chateados vão me agradecer no futuro", comentou.

Rivaldo revelou que não enfrentará o Mogi Mirim enquanto estiver no São Paulo. "Tem no contrato que o jogador Rivaldo não joga, caso os times se cruzem", disse o veterano, que explicou a decisão de não se desligar da presidência do clube do interior paulista. "Eu investi no clube, se eu me afastasse daria na mesma, eu ficaria por trás. Eu respeito as leis, se mandarem eu sair, a Fifa ou a CBF, eu vou respeitar."

Rivaldo também tratou de minimizar o fato do técnico Luiz Felipe Scolari ter rejeitado a possibilidade do Palmeiras contratá-lo no ano passado. "Não tenho que mostrar nada, principalmente ao Felipão que me conhece muito. É grande treinador, me levou ao Mundial [de 2002] machucado e tenho que agradecer. É normal, ele é o treinador e é quem manda e decide."

Tímido, Rivaldo admitiu que terá dificuldades para participar das campanhas de marketing que a diretoria do São Paulo planeja fazer para explorar sua imagem. "Vai ser difícil, mas vou tentar trabalhar, me acostumar com isso e ter sucesso nessa nova etapa", explicou.

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