Rivaldo não fez exigências para ficar

Para se despedir do Milan, Rivaldo foi domingo ao estádio Giuseppe Meazza, no jogo contra o Lecce. Ouviu a torcida pedir em coro para que ficasse no clube italiano. Então, nesta segunda-feira, ao se reunir com o vice-presidente Adriano Galliani, o brasileiro voltou atrás, desconsiderou ocancelamento do acordo que o ligava ao time até 2005 e concordouem se reintegrar ao elenco. Sem exigências, sem contar nem com apromessa de que será aproveitado pelo técnico Carlo Ancelotti,pivô de sua quase saída. "Rivaldo fica e já viaja com o grupo para Vigo",anunciou Galliani. O dirigente se referia ao embarque para acidade espanhola, onde o Milan enfrenta o Celta na quarta-feira,pela segunda rodada da Liga dos Campeões da Europa. "O fim desemana funcionou como bom conselheiro para ele", ponderou ocartola. "Creio que teve tempo de pensar direito em suadecisão. Tenho certeza de que, se jogar comregularidade, voltará a ganhar confiança e a ser o craque desempre." Galliani mostrou a Rivaldo que seria perda de tempo sairno momento em que o mercado está fechado, tanto na Europa comono Brasil. Além disso, pesaram declarações de Carlos AlbertoParreira, ainda na sexta-feira, segundo as quais seria difícilconvocar um atleta que não esteja em atividade. "Se ele quisermesmo ir embora, que o faça em 2 de janeiro", voltou a dizero vice-presidente do Milan. Nessa data, estará aberto período para novasinscrições no futebol europeu.

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