Rivaldo pede liberdade para só atacar

Rivaldo chegou à seleção tentando evitar polêmicas. Inevitável. Disse mais de uma vez que vai atuar contra o Paraguai "com o mesmo empenho" seja qual for a posição definida por Luiz Felipe Scolari. Meia ou atacante? Qual a preferência de Rivaldo? "Tanto faz", foi a primeira resposta. Diplomático, quis agradar o treinador. Depois, deixou claro que não está de acordo com a idéia de armação tática de Scolari."No Barcelona, eu tenho liberdade total para jogar, sem obrigação de marcar. Por isso, faço muitos gols", disse o craque, com a autoridade de quem marcou três vezes na vitória por 4 a 3 de seu clube contra o Wisla, da Polônia, na fase preliminar da Liga dos Campeões da Europa, em partida disputada quarta-feira. "Lá, os volantes se sacrificam por mim e eu me desdobro para fazer os gols e decidir as partidas", prosseguiu.Logo após a vitória sobre o Panamá por 5 a 0, Scolari afirmou que a principal falha da equipe no amistoso tinha sido de marcação. "É preciso que os alas e os meias exerçam melhor essa função e que os atacantes voltem até a intermediária para ajudar a combater o adversário", disse o treinador na ocasião. Portanto, ele não vai escalar ninguém que não esteja disposto a seguir essa orientação. Pode-se atribuir a esse dado a ausência de Romário da lista.Scolari não gostou do comportamento tático do artilheiro do Vasco na derrota para o Uruguai, na 13ª rodada das Eliminatórias do Mundial de 2002. Romário ficou praticamente estático na frente.Nas últimas partidas pelo Barcelona, Rivaldo tem atuado como atacante, mais à direita, "sempre próximo ao gol", com Kluivert vindo de trás e Overmars pela esquerda. Pela seleção, o jogador teve uma experiência mais adiantado: foi contra o próprio Paraguai, na fase inicial das Eliminatórias, em julho de 2000, em Assunção. O Brasil perdeu por 2 a 1.Fato raro - Ficar no banco de reservas na vitória sobre o Panamá foi uma experiência "estranha" para Rivaldo. Cansado após longa viagem da Europa, não podia mesmo jogar. "Faz muito tempo mesmo que fiquei no banco de reservas pela seleção e pelo Barcelona. Não lembro exatamente quando."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.