Rivaldo pode ir para o banco do Milan

Rivaldo deve ser a primeira vítima da crise do Milan, que não ganha há cinco partidas e só fez um gol nas quatro últimas. No jogo decisivo de sábado contra a Juventus, em Milão, pelo Campeonato Italiano, o brasileiro provavelmente ficará na reserva. O Milan está oito pontos atrás da líder Juve. Por ser a maior estrela do time, Rivaldo tem sido muito questionado pela torcida e por parte da imprensa por não ter tido um bom desempenho nos últimos jogos. Na derrota de terça-feira (1 a 0) para o Borussia Dortmund, ele foi vaiado pela primeira vez desde que chegou a Milão. Era ele prender a bola ou errar um passe e a torcida protestava. Para alguns jornais italianos, Rivaldo é o principal responsável pela lentidão que o time tem mostrado nas últimas partidas. A última vitória do Milan foi dia 25 de fevereiro: 1 a 0 contra o Lokomotiv, em Moscou, pela Liga dos Campeões. O gol foi de Rivaldo cobrando pênalti e classificou o time para as quartas-de-final com duas rodadas de antecedência. Quando a delegação retornou da capital russa, o técnico Carlo Ancelotti se derramou em elogios ao brasileiro. ?Rivaldo me impressiona mais a cada dia, não apenas por sua qualidade técnica mas também por sua dedicação nos treinos e jogos", afirmou. Menos de um mês depois, a situação mudou muito para o brasileiro. Seu inferno começou quando perdeu um pênalti na partida contra o Atalanta em Milão, que terminou empatada por 3 a 3. Depois disso, foi poupado no 0 a 0 com o Chievo e teve atuações pouco inspiradas nas derrotas para o Real Madrid (3 a 1, com gol seu) e Borussia Dortmund e no empate sem gols a Reggina. Em 27 jogos oficiais - 16 no Campeonato Italiano, 10 na Copa dos Campeões e dois na Copa da Itália - ele marcou sete gols. Carlo Ancelotti tem sido muito criticado por sua estratégia de poupar dois ou três titulares a cada jogo. Para dar uma satisfação aos torcedores e à imprensa, pensa em sacrificar Rivaldo e apostar num meio-de-campo com Gattuso, Pirlo, Seedorf e Rui Costa e no ataque formado Shevchenko e Inzaghi.

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