Rivaldo reencontra Palmeiras com missão de tirar São Caetano da lanterna

Veterano admite que não esperava encontrar o time paulista em uma fase tão difícil

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2013 | 10h15

SÃO CAETANO DO SUL - Aos 40 anos, Rivaldo ainda se irrita quando dizem que ele tem jogado mal. Também não gosta muito quando perguntam se ele está encerrando a carreira. Por enquanto, o que o meia mais quer é ajudar o São Caetano a sair da lanterna do Campeonato Paulista. E, neste domingo, o campeão mundial com a seleção brasileira em 2002 enfrenta um rival que conhece bem: o Palmeiras, pelo qual também teve passagem vitoriosa.

Há 20 dias, Rivaldo chegou a escrever no Twitter que "nós jogadores temos que ter vergonha na cara". Os dias se passaram e a cobrança não surtiu efeito, com São Caetano ainda mal na competição. "Foi um momento de desabafo. Estou muito chateado com a situação do grupo, nunca passei por isso na carreira", disse o jogador na sexta-feira, após mais um treino da equipe.

Rivaldo admite que não esperava encontrar o São Caetano numa fase tão difícil. E quando fechou acordo para defender o clube imaginava um outro cenário. "O meu pensamento quando vim era brigar pelo título, mas infelizmente as coisas estão sendo o contrário", lamentou. "Estamos passando por momento difícil, e olha que temos bons jogadores aqui, o clube paga em dia e temos estrutura", afirmou. "Mas temos a esperança de reverter isso, pois só depende da gente. Temos que já conseguir um bom resultado contra o Palmeiras para sair dessa situação."

A passagem de Rivaldo pelo Palmeiras, entre 1994 e 1996, foi de títulos e gols, lembranças que ficam apenas na memória. "Minha historia no Palmeiras foi muito bonita, tenho um carinho especial pelo clube. Foram anos excelentes e aquele time de 1996 ficou na memória. Mas sou profissional e tenho de pensar nesse lado. Precisamos da vitória", apontou.

Questionado se comemoraria um gol caso marcasse contra o Palmeiras, o meia foi bem honesto. "Já está tão difícil de fazer gol, e quando faz não comemora? Acho que não tem nada a ver, gol é a alegria do futebol", avisou.

Rivaldo garante que está bem fisicamente, mas lamenta que muita gente ainda fale mal de seu futebol. "Eu me encontro bem, mas as pessoas só falam de você quando faz gol", disse. "Hoje estou bem melhor do que aquele jogo contra o Corinthians, mas eu fiz um gol e acham que fiz um grande jogo", comparou.

Sobre a péssima situação do time, Rivaldo garante que um possível rebaixamento não colocará uma mancha no seu currículo. "Isso não vai melar a minha imagem", avisou. "Eu estou feliz aqui em São Caetano, mas os resultados não vêm e isso mexe com a gente."

Rivaldo avisa ainda que irá cumprir seu contrato até o fim, mesmo que a equipe caia no Paulistão. "Não vou fugir dessa situação. Sobre meu futuro, por enquanto será disputar a Segundona do Brasileiro pelo São Caetano, e depois a gente vê o que vai acontecer. Se volto ou não para jogar no Santa Cruz."

DUPLO SENTIMENTO

Apesar de estar na ativa no São Caetano, Rivaldo continua como presidente (licenciado) do Mogi Mirim, que está bem no Paulistão. "Eu estou numa situação difícil: feliz lá e triste aqui", comparou.

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