Rivellino não quer time para três meses

O erro que a diretoria cometeu na montagem do time para 2003 não será repetido em 2004. O diretor-técnico Roberto Rivellino afirmou hoje que o clube não aceitará cláusulas que liberem o jogador no meio da temporada, como aconteceu com Liedson, Leandro, Jorge Wágner e Fábio Luciano, que se transferiram para a Europa. "A idéia é só trazer jogadores que queiram ficar um ou dois anos no Corinthians", observa o dirigente. "Quem vier pensando em se transferir para a Europa no meio do ano, pode esquecer. Time para três ou quatro meses não me interessa". Apesar das dificuldades financeiras, Rivellino disse que o Corinthians deve contratar cinco reforços numa primeira etapa: dois jogadores de área, dois meias e um lateral-esquerdo. A idéia é investir em jogadores com potencial para ?estourar? no Parque São Jorge. Por enquanto, está descartada a hipótese de a diretoria trazer um jogador de alto nível, como Djalminha, por exemplo, que já trabalhou com Rivellino no Japão. "No momento, nem se você trouxesse o Pelé resolveria", acrescenta Rivellino. "O Corinthians mais precisa é de uma base forte. Depois que você tiver essa base, aí sim você pode buscar um craque para organizar o time. Foi o que o Vanderlei Luxemburgo fez no Cruzeiro. Primeiro ele montou uma base forte; depois, trouxe o Alex". Rivellino confirmou mais uma vez que o técnico para 2004 é mesmo Juninho. "Essa é uma decisão minha. Estou bancando o Juninho porque eu acho que ele tem tudo para dar certo. Não foi uma decisão do presidente nem do Roque. Sou eu que estou apostando nele". Rivellino ainda acrescentou que Juninho só não assinou contrato porque o documento ainda não ficou pronto. "Mas está tudo acertado. só falta assinar. Eu garanto porque eu decidi. Quando fui contratado eu disse que não seria moleque de recados. E estou feliz porque a diretoria tem me dado todo apoio". Depois de acompanhar a volta de Vampeta, sábado, no amistoso contra a Seleção Brasileira sub-23, em São José do Rio Preto, Rivellino também pôde comemorar uma vitória pessoal: enquadrou Vampeta sem ter de multar o jogador. E não perdeu o comando por causa disso. "Muita gente criticou, achando que esse era o caminho errado, mas a prática mostrou que eu tomei a decisão certa", comemorou o dirigente.

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